quarta-feira, 10 de junho de 2015

José Amorim, colorista de A Ordem, fala das novidades no projeto que retorna ao Catarse

Fonte: Caneta e Café, coluna de quadrinhos

Além de colorir o projeto, José Amorim também contribuiu com o personagem Cover

José Amorim Neto tem apenas 19 anos, mas já assumiu uma responsabilidade grande: colorir as páginas do projeto A Ordem. Pra quem não sabe, a HQ une diversos heróis brasileiros em uma mega saga, nos moldes da Liga da Justiça e Vingadores.
O projeto já esteve no Catarse uma vez, mas não foi aprovado. O time de A Ordem foi renovado e a promessa é de um valor mais enxuto, mantendo uma equipe empenhada, para que, em breve, a revista possa tentar mais uma vez o financiamento.
Curiosos em saber mais sobre essa nova formação, o Caneta e Café procurou o colorista José Amorim, que deu uma pausa no processo de coloração pra trocar uma ideia com a gente. Confira o que ele falou.

Entrevista

Caneta e Café – Essa é a segunda vez que o projeto A Ordem tentaganhar vida. Você não estava envolvido diretamente na equipe criativa do primeiro time. Como entrou nessa?

José Amorim – Bom, dessa vez os próprios criadores dos personagens decidiram botar a mão na massa para podermos baratear o valor final e acabei entrando como colorista, ao lado de outro integrante que já tive o prazer de trabalhar antes: Lunyo Alves de Souza.

Caneta e Café – O que pode nos falar sobre esse retorno?

José Amorim – A ideia ainda segue a mesma. A diferença é que dessa vez nossa meta é menor e com isso pretendemos ter sucesso ao final do projeto e garantimos que mesmo sem os grandes nomes está tudo sendo feito com muito carinho e qualidade.

Caneta e Café – E como é pra você fazer parte da equipe?

José Amorim – É fantástico fazer parte de um projeto enorme desses. Veja bem, são 20 autores que estão por aí  anos com seus personagens maravilhosos, como Emir Ribeiro com sua Velta, Gabriel Rocha com seu Lagarto Negro, entre tantos outros. Para mim isso é um sonho sendo realizado.

Página da HQ de Amorim,
Cover, com arte de Suád
Caneta e Café – O primeiro projeto não conseguiu o financiamento. O que acha que aconteceu? O que será feito de diferente dessa vez para que tudo dê certo?

José Amorim – O grande motivo pelo ocorrido na primeira tentativa foi o valor alto demais como meta. Dessa vez, como já disse acima, o projeto vai ser todo feito pelos próprios autores e isso acaba deixando as coisas mais próximas da realidade.

Caneta e Café – Você irá colorir as páginas da HQ. Já tem muita coisa pronta, como está sendo esse processo?

José Amorim – Temos muitas páginas prontas, digo muitas mesmo! Em cores ainda temos um número menor, porém as coisas estão andando bem e o resultado será muito bacana.

Caneta e Café – O projeto faz uma verdadeira Liga da Justiça, com diversos personagens nacionais. Inclusive, você tem um herói nessa superequipe. Fale um pouco sobre ele.

José Amorim – Meu personagem é o Cover, aquele de vermelho como a grande maioria dos meus personagens (risos). O sinistro personagem é na verdade William Banks, que foi um experimento, uma cobaia contra a sua vontade, tornando-se ao final um hospedeiro de um tecido que o manipula, ampliando suas possibilidades para além das capacidades humanas. Como um simbionte aprendendo a conviver com essa dualidade ele também se utiliza dos poderes do traje que o reveste para empreender uma caçada a quem o “criou”.

Caneta e Café – Quem mais estará presente (heróis)? Pode nos adiantar um pouco da trama e como acontecerá essa super reunião?

José Amorim – Putz, são 20 personagens principais! Entre eles estão o Crânio, Lagarto Negro, Capitão Red, Inferno, Anjo Urbano, Resistente, Rboy e mais uma porrada que seria difícil de lembrar de cabeça. Quanto à trama, posso dizer que é segredo? Não sei muito bem o que posso revelar, sei que várias coisas foram revistas do primeiro projeto para este.

Caneta e Café – Muitos criticam o gênero super-heróis, quando o assunto é HQ nacional. O que acha disso?

José Amorim – Acho que cada um tem o direito de achar o que bem quiser, mas digo que quem critica sem ao menos ler é um caramuito infeliz.

Caneta e Café – Sobre quadrinho nacional. Acredita que o mercado esteja aberto a todo tipo de material?

José Amorim – Varia muito. Acredito que quando bem feito, qualquer coisa desse goela abaixo e muitas vezes o gosto pode surpreender.

Caneta e Café – Ultimamente os autores independentes têm caprichado cada vez mais. Isso dificulta a produção, força todos a produzirem cada vez melhor, o que acha?

José Amorim – Acho ótimo. Quantos mais trabalhos de qualidade melhor. Inclusive venho me adaptando a isso em meus próprios projetos.

Caneta e Café – E sobre a possibilidade de financiamento coletivo?

José Amorim – Acho uma boa, assim não dependemos tanto das editoras, que muitas vezes não facilitam em nada a vida dos quadrinistas.

Caneta e Café – E quanto as webcomics?

José Amorim – Vai mesmo me perguntar isso? Apoio tudo! Tem mais é que fazer e jogar na internet pro povo ler.

Caneta e Café – Gostaria de acrescentar algo?

José Amorim – Acredito que a nova campanha no Catarse irá se iniciar muito em breve, então fiquem atentos na página da Ordem no Facebook. Lá já estamos liberando algumas artes promocionais e agora é só questão de tempo até a campanha rolar mais uma vez. Contamos com a presença de todos. E não deixem de acompanhar o meu projeto com o Cover, que está para passar por grandes mudanças em relação à equipe criativa e isso inclui Rafael Assis nos roteiros e Renato Moraes na arte.

Um comentário:

Ozymandias Realista disse...

19 anos e já ta avançado assim, acho que se continuar, lá pelos 20 e poucos vai ter alcançado bons resultados.