sexta-feira, 26 de junho de 2015

Os Piores Trabalhos de Rob Liefeld

Fonte: Eric Lovric, Mondo Vazio


Sou diretor de animação. Sei do trabalho que envolve produzir  alguma coisa. Exponenciando por setecentos, vislumbro um pouco do inferno que deve ser dirigir um Senhor dos Anéis, por exemplo.
Também já fiz ilustração. Um trabalho do cão. E quadrinhos então ? Coisa de chinês preso. Enfim, tudo que é bom dá muito, muito trabalho, e mesmo quando tosco, não raro, também dá. Por isso,  falar mal do trabalho alheio é algo que evito ao máximo. Não sinto prazer em espinafrar artista algum, quem quer que seja.
Com exceção do Rob Liefeld


Verdade que não é culpa dele.  Em algum momento no começo dos anos 90, os fãs de quadrinhos, sofrendo de insânia coletiva,  elevaram o Rob a semi-deus da ilustração, enchendo-lhe os orifícios de dinheiro. Quem sou eu para julgar ? Se fosse comigo, provavelmente também teria aceito a cortesia.
Mas se tivesse, me sentiria responsável por fazer toda uma geração de futuros desenhistas pensar:  ” Que da hora! Não preciso saber anatomia para poder fazer quadrinhos “.
Nem desenhar pés...


...nem mãos...


...nem sequências que precisam fazer sentido!


A real é que sempre que vejo a arte de Liefeld sinto como se me esfregassem no rosto a injustiça do mundo.  Penso em todos os grandes artistas que trabalham duro para continuarem pobres.
Pelo menos a insânia durou pouco e Rob não está mais entre nós . Se estivesse, talvez teríamos que ver o universo cinematográfico da Marvel construído a partir de seus concepts:


Logo menos tem mais.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Suprema Corte dos EUA cita Homem-Aranha ao proferir decisão

Em um 'recadinho' especial para os fãs de quadrinhos, a Suprema Corte americana usou várias referências ao famoso desenho do Homem-Aranha em uma decisão judicial envolvendo um processo contra a própria Marvel Comics, criadora do personagem. A decisão foi favorável à empresa de entretenimento em uma batalha legal com o inventor da luva que dispara fios de espuma, Stephen Kimble — a invenção interessou a criadora do Homem Aranha para o super herói utilizá-la na hora de "disparar" suas teias. "Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades", escreveu a juíza Elena Kagan, fazendo referência à frase de Benjamin Parker, o Tio Ben do Homem-Aranha na história em quadrinhos.


A Marvel comprou a patente das luvas em 2001 e aceitou pagar uma porcentagem sobre os produtos vendidos que usassem este sistema. A batalha legal agora era a respeito da continuidade do pagamento dos royalties — a Marvel diz que a patente expirou em 2010, enquanto o inventor das luvas alega que o acordo era pelo pagamento da porcentagem "para sempre". "As partes não estabeleceram uma data final para o pagamento de royalties, aparentemente considerando que ele iria continuar enquanto as crianças quisessem imitar o Homem Aranha (fazendo tudo o que uma aranha pode fazer)", escreveu Kagan. 
A frase tem outra referência à história em quadrinhos, tirada da música tema do programa de TV do Homem-Aranha em 1967. A letra da música em inglês dizia exatamente o que foi mencionado pela juíza no fim "Spider-Man, Spider-Man, does whatever a spider can" ("Homem-Aranha, Homem-Aranha, faz tudo o que uma aranha pode fazer", na tradução livre). O caso foi decidido com uma votação de 6 a 3 em favor da Marvel.
No julgamento, a Marvel mencionou uma decisão judicial de 1964 nos Estados Unidos que libera as empresas de pagarem patentes que já expiraram.
Kimble pedia, porém, que a Justiça passasse por cima da decisão anterior da Corte americana. Ao final, a juíza reconheceu que o Tribunal poderia passar por cima de decisões anteriores, mas que isso deveria ser usado "com moderação". O inventor da luva já ganhou mais de US$ 6 milhões da Marvel em pagamentos de royalties pelo brinquedo.

Fonte: F5, da BBC Brasil

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NETO DESTRO VÓ CANHOTA Nº 2

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Ugra inaugurará loja de quadrinhos em São Paulo

Cinco anos após nascer como blog, editora e produtora de eventos e dois anos depois de inaugurar sua loja virtual, a Ugra está prestes a abrir sua loja física.
A meta é criar um espaço que abrigue e amplie o conceito desenvolvido ao longo dos anos. Um misto de comic shop e livraria especializada, recheado de quadrinhos e publicações sobre cinema, música, ilustração, design, literatura e ativismo, com destaque para as publicações independentes – de pequenos zines nacionais a edições importadas.
O local está sendo planejado para comportar lançamentos, sessões de autógrafos, bate-papos,workshops e exposições.
A abertura da loja será no dia 4 de julho, sábado, das 10h às 20h, na Rua Augusta, 1371, loja 116, próximo ao Metrô Consolação, em São Paulo.


Gazeta do Povo estreia coluna especializada em quadrinhos

A partir de agora, a Gazeta do Povo, o maior jornal do Paraná, conta com uma coluna especializada em quadrinhos, chamada +Quadrinhos.
Ela é assinada por Rodrigo Scama, doutor em quadrinhos, professor e coordenador da pós-graduação de História em Quadrinhos e colaborador do Universo HQ.
Semanalmente, serão abordados diferentes temas na nona arte, especialmente de materiais produzidos no Brasil.
Para acessar a coluna, clique aqui.


Marvel entra na onda de livros de colorir para adultos

A nova moda do mercado editorial são os livros de colorir para adultos. Mas não é só no Brasil que isso está acontecendo. A Marvel Comics anunciou o lançamento de três edições com esse perfil.
“Ao redor do mundo, há diversos livros de colorir para adultos entrando em listas de mais vendidas. E na Marvel, como sendo a principal mídia de narrativa gráfica, este é o momento perfeito para entrar nesta nova tendência editorial”, disse David Gabriel, vice-presidente de marketing e vendas da editora. “Com esses livros, os fãs poderão adicionar seus próprios estilos à histórias clássicas da Marvel. Este é, verdadeiramente, a maneira para os fãs de todas as idades fazerem parte do processo criativo.”
Os três livros serão:
Age of Ultron Coloring Book, apresentando artes de Bryan Hitch, Brandon Peterson, Carlos Pacheco e outros.
Little Marvel by Scottie Young Coloring Book, com desenhos dos personagens da editor no traço de Scottie Young.
Civil War Coloring Book, do qual a editora não confirmou quais desenhos farão parte.
Os lançamentos acontecerão em 2016. Clique na galeria abaixo para ampliar.


 Fonte: Universo HQ

Mauricio de Sousa quer levar os quadrinhos da Turma da Mônica para o Japão

Como parte da estratégia de internacionalização de suas propriedades, a Mauricio de Sousa Produções está dando a volta ao mundo, passando por Japão, Coreia e Estados Unidos.
Mauricio de Sousa estará no Japão até o próximo dia 14 de junho. Ele participa pelo segundo ano consecutivo da Brazil Fair, que neste ano ganhou o nome de Brasil Fantástico! O evento reúne moda, animação e culinária. Pela primeira vez em território japonês, serão lançados produtos licenciados da Turma da Mônica.
Além disso, Mauricio participará de reuniões para levar as histórias em quadrinhos de suas criações à terra dos mangás. Em redes sociais, ele está postando diversas fotos da viagem.
Aconteceu um encontro com o presidente daSanRio, Shintaro Tsuji, na sede da empresa, localizada em Tóquio. Na reunião, eles discutiram sobre o relançamento de Horácio na publicaçãoItigo Shimbum (Jornal do Morango). O personagem foi publicado por vários anos no jornal. Também foi conversado sobre inserir aTurma da Mônica em algumas páginas da mesma publicação. Com o acordo firmado, será a primeira vez que a Turma da Mônica estará estampada na imprensa nipônica.
Em 2012, foi publicado no Brasil um arco de histórias em que a Turma da Mônica Jovem se encontrava com os personagens criados por Osamu Tezuka, como Astro Boy, A Princesa e o Cavaleiro e Kimba, o Leão Branco.
Recentemente, ele também esteve  na Coreia do Sul para participar do vernissage, realizado no dia 27 de maio, da exposição que celebra seus 80 anos de vida. A exposição, que ocupa uma área de mais de 1.500 m2, prosseguirá até o dia 23 de agosto, aberta ao público no Gyeonggi Museum of Modern Art, na cidade de Gyeonggi-do, Coreia do Sul.
MSP também participou da Licesing Expo 2015, feira de licenciamento que aconteceu nesta semana em Las Vegas, Estados Unidos. A empresa contou com um estande no evento, desenvolvido para mostrar os diferentes segmentos em que ela atua, além dos quadrinhos: editorial, animação, licenciamento e apps & games.
Foram divulgadas marcas como Turma da Mônica clássica, Neymar Jr, além da revista da Turma da Monica Jovem. Dentre as novidades, esteve Mônica Toy, animações sem diálogos e bem-humoradas.

Fonte: Universo HQ

Pretérito mais que perfeito

Editora: independente – Edição especial
Autores: Otoniel Oliveira e Petrônio Medeiros (roteiro) e Otoniel Oliveira, Andrei Miralha, Carlos Paul, Diogo Lima, Rafa Marc, Volney Nazareno, Emmanuel Thomaz, Adriana Abreu, Dorival Moraes e Rosiani Olívia (arte).
Preço: R$ 20,00
Número de páginas: 72
Data de lançamento: Fevereiro de 2015
Sinopse
Um banco da Praça da República, em Belém, é o coadjuvante na vida de diversas pessoas, em momentos e situações diferentes, atravessando os anos, as décadas e mantendo-se lá enquanto tudo ao seu redor muda. E mesmo depois, quando tudo volta a ser o que era.
Positivo/Negativo
Poucos projetos que ficcionaram a História conseguiram unir tão bem o micro ao macro como Pretérito mais que perfeito.
A ideia foi iniciada em 2008, por meio de uma bolsa de pesquisa e experimentação artística do IAP – Instituto de Artes do Pará, reunindo alguns membros da equipe responsável pelos belíssimos álbuns Belém Imaginária e Encantarias – A lenda da noite.
Como as páginas não podiam ser impressas no formato livro, foram expostas em um grande painel, em 2009, na exposição Pretérito mais-que-perfeito: Imagens de Belém. Mas Otoniel Oliveira sabia que não era justo privar os leitores de outras cidades brasileiras de conhecer e levar para casa a compilação daquelas HQs que recontavam passagens da História do Brasil a partir de um mesmo cenário: um banco da Praça da República, na capital do Pará.
Determinado a publicar a obra, em 2014 Otoniel iniciou uma campanha de financiamento colaborativo, arrecadando pouco mais de 17 mil reais, entre 155 apoiadores. E com a impressão garantida, ele acrescentou uma nova história ao projeto, fazendo menção aos Black Blocs e aos protestos de 2013, conhecidos como “Jornadas de Junho”.
Pretérito mais que perfeito traz 15 histórias curtas coloridas, de duas páginas cada. A singularidade está no fato de que elas terminam com uma pergunta, sempre respondida no início da seguinte, encadeando a trama que parte do Brasil Imperial de 1869 (homenagem a Angelo Agostini, pois foi o ano do começo da publicação de Nhô Quim) – com a escrava Armínia fugindo para enterrar uma sacola vermelha no descampado onde viria a ser erguida a Praça da República –, e segue até um flashforward, em 2032 (a explicação para a definição da data é ótima), na iminência de reconstrução da dita praça, que fora depredada, devido aos embates causados pela guerra da água.
Tomando como base a filosofia hegeliana do Zeitgeist, cada recorte histórico (Império, República, Movimento Tenentista, Golpe Militar, Fim da Ditadura, Era Collor, Jornadas de Junho) foi cuidadosamente expressado por um movimento artístico ou um estilo característico de um mestre da Nona Arte – indo do impressionismo de Agostini, passando pela Art Nouveau, Art Déco, Pop Art e até o underground de Robert Crumb e o cyberpunk distópico de Moebius –, empregando técnicas de desenho e pintura variadas: bico de pena, nanquim, aquarela, ecoline, acrílico, pintura digital e marcadores.
Para causar mais imersão no leitor, há uma trilha sonora, composta pelo músico Leo Venturieri, que pode ser baixada por intermédio de um QR Code ou de um link na internet.
Todo o processo de pesquisa e produção das histórias está contido em nove páginas de material extra, com textos ilustrados, assinados por Otoniel Oliveira, Petrônio Medeiros e Leo Venturieri.
O projeto gráfico também é digno de menção, pois utilizou ladrilhos para mostrar que a História é construída pela junção de várias peças fragmentadas, algumas ainda em branco, que com o tempo vão fazendo sentido ao compor uma imagem única, por sua vez passível a desdobramentos e interpretações diversas.
O único senão são os pequenos deslizes que a revisão deixou passar, como a falta de uma vírgula para indicar um vocativo (página 16), e a não acentuação do “que” precedido por uma interrogação (33).
Sem dúvida, Pretérito mais que perfeito é um dos quadrinhos mais singulares de 2015.

Fonte: Universo HQ

A cultura underground nas páginas do jornalismo cultural

Andréa Karinne, mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da UFPB, defendeu em 2014 sua pesquisa sobre a inserção da cultura underground no jornal Correio da Paraíba, abrangendo quatro décadas de edição, de 1970 - momento em que essa expressão cultural teve seu auge - até o ano de 2010, quando esta sofreu modificações decorrentes de outra conjuntura política e social. Esse intervalo permitiu a Andréa enxergar as transformações sofridas pelo conceito de underground ao longo dos anos.
A motivação da pesquisa são os textos produzidos pelo jornalismo cultural, por estes abordarem a diversidade de informações referentes às expressões culturais. Para a autora, "a presença das manifestações artísticas consideradas marginais no jornal impresso despertou interesse e inquietação, sobretudo por se tratar de uma mídia considerada tradicional, portanto, sujeita à lógica imposta pelo mercado de bens culturais". 
Ao refletir sobre o tema, Andréa buscou compreender como se justificaria a presença de matérias referentes à cultura underground, considerada marginal, ocupando espaço numa mídia que segue os ditames da indústria cultural. A busca por respostas conduziu-a a inúmeras outras perguntas que contribuíram para ampliar o conhecimento sobre o fenômeno pesquisado.
A pesquisa de Andréa, agora transformada em livro, navega pela interdisciplinaridade, na medida em que se apoia em fundamentos teórico-metodológicos do campo da Comunicação Social, em particular do Jornalismo, bem como da Sociologia do Cotidiano e ainda da Linguística, no que tange a análise do discurso midiático.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

LANÇAMENTO: COVER #9


Cover retorna com uma trama inédita. William Banks está em maus lençóis e dessa vez contra um novo inimigo que promete mudar seu status quo .
Disponível agora para leitura gratuita no ISSUU. Acesse o link: http://issuu.com/joseamorimneto/docs/cover__9
História por J.Amorim.N
Arte por Suád
Cores por J.Amorim.N
Capa por Mack DK

quarta-feira, 10 de junho de 2015

José Amorim, colorista de A Ordem, fala das novidades no projeto que retorna ao Catarse

Fonte: Caneta e Café, coluna de quadrinhos

Além de colorir o projeto, José Amorim também contribuiu com o personagem Cover

José Amorim Neto tem apenas 19 anos, mas já assumiu uma responsabilidade grande: colorir as páginas do projeto A Ordem. Pra quem não sabe, a HQ une diversos heróis brasileiros em uma mega saga, nos moldes da Liga da Justiça e Vingadores.
O projeto já esteve no Catarse uma vez, mas não foi aprovado. O time de A Ordem foi renovado e a promessa é de um valor mais enxuto, mantendo uma equipe empenhada, para que, em breve, a revista possa tentar mais uma vez o financiamento.
Curiosos em saber mais sobre essa nova formação, o Caneta e Café procurou o colorista José Amorim, que deu uma pausa no processo de coloração pra trocar uma ideia com a gente. Confira o que ele falou.

Entrevista

Caneta e Café – Essa é a segunda vez que o projeto A Ordem tentaganhar vida. Você não estava envolvido diretamente na equipe criativa do primeiro time. Como entrou nessa?

José Amorim – Bom, dessa vez os próprios criadores dos personagens decidiram botar a mão na massa para podermos baratear o valor final e acabei entrando como colorista, ao lado de outro integrante que já tive o prazer de trabalhar antes: Lunyo Alves de Souza.

Caneta e Café – O que pode nos falar sobre esse retorno?

José Amorim – A ideia ainda segue a mesma. A diferença é que dessa vez nossa meta é menor e com isso pretendemos ter sucesso ao final do projeto e garantimos que mesmo sem os grandes nomes está tudo sendo feito com muito carinho e qualidade.

Caneta e Café – E como é pra você fazer parte da equipe?

José Amorim – É fantástico fazer parte de um projeto enorme desses. Veja bem, são 20 autores que estão por aí  anos com seus personagens maravilhosos, como Emir Ribeiro com sua Velta, Gabriel Rocha com seu Lagarto Negro, entre tantos outros. Para mim isso é um sonho sendo realizado.

Página da HQ de Amorim,
Cover, com arte de Suád
Caneta e Café – O primeiro projeto não conseguiu o financiamento. O que acha que aconteceu? O que será feito de diferente dessa vez para que tudo dê certo?

José Amorim – O grande motivo pelo ocorrido na primeira tentativa foi o valor alto demais como meta. Dessa vez, como já disse acima, o projeto vai ser todo feito pelos próprios autores e isso acaba deixando as coisas mais próximas da realidade.

Caneta e Café – Você irá colorir as páginas da HQ. Já tem muita coisa pronta, como está sendo esse processo?

José Amorim – Temos muitas páginas prontas, digo muitas mesmo! Em cores ainda temos um número menor, porém as coisas estão andando bem e o resultado será muito bacana.

Caneta e Café – O projeto faz uma verdadeira Liga da Justiça, com diversos personagens nacionais. Inclusive, você tem um herói nessa superequipe. Fale um pouco sobre ele.

José Amorim – Meu personagem é o Cover, aquele de vermelho como a grande maioria dos meus personagens (risos). O sinistro personagem é na verdade William Banks, que foi um experimento, uma cobaia contra a sua vontade, tornando-se ao final um hospedeiro de um tecido que o manipula, ampliando suas possibilidades para além das capacidades humanas. Como um simbionte aprendendo a conviver com essa dualidade ele também se utiliza dos poderes do traje que o reveste para empreender uma caçada a quem o “criou”.

Caneta e Café – Quem mais estará presente (heróis)? Pode nos adiantar um pouco da trama e como acontecerá essa super reunião?

José Amorim – Putz, são 20 personagens principais! Entre eles estão o Crânio, Lagarto Negro, Capitão Red, Inferno, Anjo Urbano, Resistente, Rboy e mais uma porrada que seria difícil de lembrar de cabeça. Quanto à trama, posso dizer que é segredo? Não sei muito bem o que posso revelar, sei que várias coisas foram revistas do primeiro projeto para este.

Caneta e Café – Muitos criticam o gênero super-heróis, quando o assunto é HQ nacional. O que acha disso?

José Amorim – Acho que cada um tem o direito de achar o que bem quiser, mas digo que quem critica sem ao menos ler é um caramuito infeliz.

Caneta e Café – Sobre quadrinho nacional. Acredita que o mercado esteja aberto a todo tipo de material?

José Amorim – Varia muito. Acredito que quando bem feito, qualquer coisa desse goela abaixo e muitas vezes o gosto pode surpreender.

Caneta e Café – Ultimamente os autores independentes têm caprichado cada vez mais. Isso dificulta a produção, força todos a produzirem cada vez melhor, o que acha?

José Amorim – Acho ótimo. Quantos mais trabalhos de qualidade melhor. Inclusive venho me adaptando a isso em meus próprios projetos.

Caneta e Café – E sobre a possibilidade de financiamento coletivo?

José Amorim – Acho uma boa, assim não dependemos tanto das editoras, que muitas vezes não facilitam em nada a vida dos quadrinistas.

Caneta e Café – E quanto as webcomics?

José Amorim – Vai mesmo me perguntar isso? Apoio tudo! Tem mais é que fazer e jogar na internet pro povo ler.

Caneta e Café – Gostaria de acrescentar algo?

José Amorim – Acredito que a nova campanha no Catarse irá se iniciar muito em breve, então fiquem atentos na página da Ordem no Facebook. Lá já estamos liberando algumas artes promocionais e agora é só questão de tempo até a campanha rolar mais uma vez. Contamos com a presença de todos. E não deixem de acompanhar o meu projeto com o Cover, que está para passar por grandes mudanças em relação à equipe criativa e isso inclui Rafael Assis nos roteiros e Renato Moraes na arte.