terça-feira, 28 de abril de 2015

Carrapato & A Tribo Hqs de Qualidade!


Tony Brandão se uniu a  Junior Cortizo e lançaram sua nova HQ durante a 1ª edição da Comic Con Experience, em 2014. Trata-se do albúm Carrapato trazendo uma aventura com os personagens Perseu & Aline de Tony Brandão e a tribo de Junior Cortizo.

A história de Carrapato, se passa no Rio de Janeiro, entre as paisagens contrastantes das praias de Copacabana e o clima pesado das favelas. A graphic novel tem 96 páginas coloridas e teve toda sua produção dividida entre os dois criadores; desde o roteiro até a diagramação.


Mas para quem pensa que essa história irá se encerrar por aqui, está muito enganado. Tony revela que a dupla já está trabalhando em uma continuação e que o projeto já tem até data de lançamento: “Já estamos produzindo a segunda edição e, se tudo der certo, estará sendo lançada durante a próxima Comic Con Experience.”


A TRIBO foi um grupo de personagens que surgiu nos anos 90, com muito destaque no "movimento dos fotologs terra"... Foi uma reunião de esforços, troca de idéias de vários autores que se somaram ao Júnior Cortizo, como Dimas Moreira, Bert Ribeiro e Paulo Moreira. A Tribo chegou a ser publicada na revista Grandes Encontros#0, editada pela SG Visual do Samicler Gonçalves, em 2009 e também na OI Quadrinhos, on line...


A Tribo é uma equipe de humanos com poderes extraordinários que são perseguidos por um vilão que os culpa por uma tragédia que aconteceu em sua vida. Inicialmente, A TRIBO, formada por pessoas normais, se unem contra um inimigo comum e são apanhados de surpresa no experimento e ou acidente que "desperta" neles e em outras pessoas poderes e habilidades latentes... O grupo inusitado é formado pelo Professor Ladislau, Puma, Pantera, Cura, Tiborg, Volt, Portal, Ultra e Lynx.


Ambas as edições vieram em formato caprichado, interior em papel couché, roteirs certeiros com aventura e ação, doses de humor bem sacadas trazendo trabalhos que mostram a cara da nova hq brasileira!

A Tribo: 40 páginas toda em cores R$: 15,00 + frete.

https://www.facebook.com/junior.cortizo
juniorcortizo@gmail.com
http://atribohq.blogspot.com.br

Carrapato: 96 páginas, toda em cores – R$: 35,00 + frete.

tonynb2@gmail.com
https://www.facebook.com/tony.brandao.39
https://www.facebook.com/pages/Perseu-Aline/544910245618061
http://hqcarrapato.blogspot.com.br

As edições também estão em PROMOÇÃO!

Adquira as duas edições por R$: 40,00 mais frete!

Edição de Capitão Brasil & Heróis Nacionais já disponível!


Primeira revista em Quadrinhos do Capitão Brasil, está saindo! Personagem criado por Antonio Peres Volpone . Na edição o herói perde o controle e acaba enfrentando outros heróis, os Heróis Nacionais, criados por Marcos Gratão. 
Confira o Preview AQUI! História e Arte de Marcos Gratão e Antônio Peres Nesta edição você também tem um texto sobre o Capitão Brasil contando sobre sua origem e primeiras histórias, além de uma galeria de imagens contando com ilustrações de outros desenhistas, como Lorde Lobo, Nel, Rom Freire, Adriano Sapão e outros. 24 páginas coloridas!

Compre a Revista Completa AQUI!

terça-feira, 21 de abril de 2015

Literatura de cordel ajuda a montar a história do Complexo do Alemão


"E é aqui que começa/a história verdadeira/Lampião tinha missão/não estava para brincadeira/conseguia ver nas casas/a descendência guerreira." Assim se inicia o cordel, nome dado às histórias do romanceiro popular do sertão nordestino, "A chegada de Lampião no Complexo do Alemão".
No conjunto de 15 favelas na zona norte do Rio, que tem 60.555 pessoas (segundo Censo de 2010), muitas delas imigrantes nordestinos, foram surgindo ao longo dos anos diversos cordelistas.
No Alemão, há representantes de várias vertentes: da poesia-reportagem ao romance. O autor de "Lampião", o vendedor de livros José Franklin, 55, é o que os cordelistas chamam de poeta-repórter. Carioca, é de uma nova safra de cordelistas.
Em versos e rimas, Franklin narra o dia a dia do complexo, tido como um dos lugares mais violentos da cidade. Foi lá que morreu, no último dia 2, Eduardo de Jesus, 10, com um tiro na cabeça.
Apesar de já ter feito cordéis sobre a morte de outros moradores, como a do mototaxista Caio Moraes da Silva, 20, baleado em 2014, Franklin diz que, por ora, não pretende contar essa história.
"Os cordéis que fiz em homenagem a outros mortos ficaram muito tristes. Agora, só faço se a família pedir".
Ele já tratou da ocupação do complexo pela polícia para a instalação da UPP, em 2010, e do temporal que deixou famílias desabrigadas em dezembro de 2013.
Imaginou ainda, em cordel, como seria o discurso de posse de René Silva, jovem que ficou famoso por narrar em tempo real a ocupação do Alemão. Costuma vender os livros nos fins de semana, por R$ 2 cada um. Seus leitores são moradores e turistas.
Entre os primeiros, "Apocalipse no Complexo do Alemão" conta como a queda de um balão sobre fios elétricos, em 1988, fez alguns moradores acreditarem que chegara o fim do mundo. Já os turistas preferem "Lampião".
Franklin também faz cordéis sobre outros assuntos: há um sobre a rebelião de presidiários na ilha Anchieta, em São Paulo, em 1952, outros contam histórias de ficção científica e até sobre a socialite Narcisa Tamborindeguy.
Tudo começou numa época em que vendia material de construção. "Comecei a escrever um livro sobre casos de pequenos negócios que deram certo. Tomei gosto pela escrita, mas a produção do livro ficou cara para mim. Aí, eu passei a fazer cordel".


HERANÇA NORDESTINA

Trabalhadores imigrantes do Nordeste foram atraídos para a área quando ocorreu a abertura da avenida Brasil, em 1946, e a região se transformou em polo industrial.
Apesar de ser da Bahia, foi no Rio, como morador do Alemão, que Nilton José da Silva, 69, tomou gosto pelos cordéis. Se encantou ao ler uma matéria sobre os cordelistas da Feira de São Cristóvão, tradicional ponto de encontro de nordestinos do Rio.
É conhecido como poeta do amor. Seus cordéis contam histórias épicas, com princesas, cavaleiros e muito sexo.
"É uma coisa criada, trabalhada, demoro muito tempo para completar", diz Silva. "Não faço coisas apelativas", afirma ele, que pleiteia uma vaga na Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede em Santa Teresa, no Rio.


domingo, 19 de abril de 2015

Como Registrar seu Personagem ou Criação!

Uma grande dúvida de quem trabalha no mercado de Ilustração e Gráfico e sobre a propriedade e como registrar suas criações para poder, além de legalizá-las, garantir que elas não sejam roubadas e usadas indevidamente, além de estar respaldado na lei caso precise recorrer à justiça para defender seus interesses.


O órgão responsável pelo registro de obras artísticas (livros; personagens, animações etc), é a Biblioteca Nacional, que fica no Rio de Janeiro. Essa biblioteca é exatamente como o seu armário escondido: você manda uma carta para lá com o seu personagem ou roteiro dentro e eles guardam pra você. Então, se você tiver algum problema de roubo de idéia basta pegar o número do seu registro e pronto: Causa ganha, o personagem é seu. O mais interessante é que não é necessário nenhum tipo de autoridade jurídica para intermediar tal registro. Você pode baixar o formulário, preencher e enviar por correio. Então vamos Tutorial de Registro de Personagem! Pode parecer muita coisa, mas você consegue resolver isso em menos de 2 horas!

1) Site Biblioteca nacional
Entre no site da Biblioteca Nacional e vá em “serviços a profissionais / escritório de direitos autorais / registro ou averbação” ou clique AQUI.
E surgirá uma página para download de alguns documentos.

2) O formulário
Clique em Formulário de Requerimento de Registro ou Averbação e Baixe o PDF.. Imprima-o. Nele haverá vários campos de cadastros como “nome completo”, “RG”, “endereço”, etc, basta preencher.
Mas, logo no início do formulário haverá a pergunta “título da obra”, onde você deve colocar o nome do seu personagem e breve descrição. E em “Gênero” você deve responder o NUMERO CÓDIGOVeja o índice que está abaixo e escolha a opção que mais se adeque à sua obra:

01 Poesia
02 Romance
03 Didático/Pedagógico
04 Música
05 Teatro
06 Técnico/Científico
07 Tese/Monografia
08 Conto/Crônica
09 História em quadrinhos
10 Cinema/TV
11 Místico/Esotérico
12 Religioso
13 Político/Filosófico
14 Personagem/Desenho
15 Biografia
16 Publicidade
17 Periódico
99 Outros




3) A ilustração do personagem
Anexo ao FRRA deve estar em folha tamanho A4, colorida, única, as  ilustrações do seu personagem em ModelSheet (frente, lado, costas e algumas expressões faciais). Você deve colocar no canto, também, uma breve descrição da história do seu personagem.




4) Pagamento da Taxa.
No mesmo local onde você baixou o FRRA clique na opção "Procedimentos para realizar pagamento e encaminhar o pedido de registro ou averbação" Lá terá o valor do registro.
MAS para gerar um boleto, pegue o código do lavor, e clique em impressão de GRU onde terá alguns campos que devem ser preenchidos para gerar o boleto de pagamento. Baixe o boleto bancário, pague, e anexe o comprovante de pagamento ao A4 com o seu personagem.( Há a opção de fazer depósito em conta.)

5) Não esqueça das cópias autenticadas.
É necessário estar anexado também as cópias autenticadas de alguns documentos pessoais. AQUI está a lista de TUDO o que deve estar dentro do envelope:

Requerimento de Registro e/ou Averbação preenchido e assinado nos campos que referem ao(s) requerente(s) do Registro e à Obra Intelectual;

Cópia do RG e CPF/CIC (para pessoa física) e CNPJ (para pessoa jurídica) do(s) requerente (s);
Cópia do comprovante de residência do requerente principal, de acordo com os dados informados no Requerimento;
Comprovante original de pagamento (GRU paga);
Cópia do CPF e RG (para pessoa física) do Representante Legal de Autor em situação de minoridade (de menor);
Uma (1) via da obra intelectual;
A obra intelectual deve estar numerada na(s) página(s) e toda(s) página(s) deve(m) estar rubricada(s);
Solicitação de Registro via procurador deve estar acompanhada da Procuração original (com firma reconhecida ou cópia autenticada)
devendo, na mesma, constar os dados: endereço completo (com CEP), CPF e/ou CNPJ do procurador, mais os dados do autor
representado;
Pessoa Jurídica deve apresentar cópia do Contrato/Estatuto Social, do CNPJ e da Ata de Constituição e/ou Assembléia;
Em caso de Cessão de Direitos, deve ser apresentada e entregue uma cópia do contrato de cessão.

6) Envie seu pedido
A central da Biblioteca Nacional fica no Rio de Janeiro. Você pode mandar sua carta direto para eles, MAS pra agilizar o processo você pode ir (ou mandar) para o posto da biblioteca que existe na capital de cada estado. Para achar a lista de endereços e telefones, clique em“serviços a profissionais / escritório de direitos autorais / postos estaduais” (ou clicar aqui),

7) Está pronto!
Basta agora esperar o registro na Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro e receber o “numero da prateleira” onde está guardado o seu personagem.

Fonte: Ilustradicas

Itaú Cultural promove Quartas de Quadrinhos!


Desde dia 8 de abril, sempre às quartas-feiras, o Itaú Cultural vem promovendo o Quartas ao Cubo, uma série de palestras com quadrinhistas, nas quais os artistas convidados pontuam suas falas com desenhos feitos na hora, diante da plateia.
Com a participação de Lourenço Mutarelli, André Diniz, Luís Felipe Garrocho e a dupla Fábio Moon e Gabriel Bá, o evento abordará diferentes aspectos do universo das HQs – do diálogo destas com outras formas de expressão artística ao processo de criação de tiras para o público infantil ou para a internet.
O evento ocorreu nos dias 8 e 15 e continuará entre os dias 22 e 29. A distribuição de ingressos acontecerá 30 minutos antes do início do evento.
O Itaú Cultural está localizado na Avenida Paulista, 149, São Paulo/SP.

Super-Herói Gralha retorna!


O super-herói de Curitiba está de volta! Aventuras inéditas depois de mais de 10 anos de inatividade, comemorando seus 17 anos de existência! Relembre os inimigos clássicos, viva as novas aventuras ou, simplesmente, leia pela a primeira vez as hqs desse fantástico personagem!
Nesta edição, o Craniano está de volta com novos truques, o Homem Lambrequim está à solta e surge um novo vilão, o Homem 24 Horas. Além de outras aventuras surpreendentes, o Gralha se deparará com um assassino cruel que acabará matando uma personagem muito importante! Imperdível para quem é fã!
Pré-Venda AQUI! 

Entrevista com Lancelott Martins, um craque das HQs Brasileiras!

Lancelott Martins, é destes entusiastas dos quadrinhos que nos fazem resdescobrir a todo o momento o porque os quadrinhos são tão legais e por que gostamos deles, atuando como um estudioso, roteirista, ilustrador e criador de personagens fortes e originais para os quadrinhos brasileiros, ele é o criador do catálogo dos Super heróis Brasileiros e um unificador de talentos das Hq´s! Confira nossa superentrevista com este talentoso artista!

1- Quando começou sua paixão por quadrinhos e mais especificamente pelos  super- heróis nacionais?
Lancelott - Há muito tempo...  Conhecí os quadrinhos pelo lado lúdico do Bem contra o Mal sem muitas explicações científicas, mas que nos encantavam! Conheci Batman e Robin, Fantasma, Mandrake, Tarzan, Jim das Selvas, Príncipe Valente, enfim – Bob Kane, Lee Falk, Foster, Raymond e outros feras e isso foi basicamente uma escola que promoveu minha curiosidade sobre esta fantasia. Tanto que nos idos de 80 editei um fanzine denominado QUERELA ( de pouca tiragem) mas já com a vertente de publicar criações nacionais, acho que daí começou a minha paixão muito embora, já década de 60, consumia tudo que era produzido pelas editoras nacionais.


2- Qual sua visão particular sobre eles e como vê o panorama deste gênero hoje em dia?
Lancelott - Muito se fala de um “quadrinho brasileiro”, estereotipado e até com certo “bairrismo” de que “super-herói” não é gênero para se produzir no Brasil, como se não fosse este mesmo gênero, lido e ou até mesmo quisto pelos leitores brasileiros, ledo engano... Nossa formação foi nos comics, e ainda hoje consumimos toneladas de papel de quadrinhos de super-heróis vindo de fora e isso é não gostar do gênero?!  Sempre haverá espaço, porque sempre existirão nichos de leitores ávidos por um viés dessa forma de arte.
Para exemplificar, basta ver o Necronauta do Danilo Beyruth e até mesmo o Astronauta doMaurício de Souza que não deixam nada a desejar às produções dos comics entre outras produções independentes que estão nos financiamentos coletivos. O mundo precisa de super-heróis...ainda!


3- Voce também é criador de alguns personagens bem originais fale sobre eles!
Lancelott - Sim... Busquei no Candomblé, o Orixá EXÚ, um Deus do Panteão Afro, um dos mais imprescindíveis para existência dos tantos outros, que somente, através dele, teria a “permissão” para “viajar” e ou se ausentar de ORUN e assim fazerem contatos com os humanos. Ele, o Guardião de Todos os Caminhos, A Esfera que anda para trás e para frente. A despeito dele, estamos produzindo uma HQ escrita pelo excelente roteirista Leonardo Santana, com a arte de Bruno Lima. Ora, se os americanos trouxeram Thor dos nórdicos porque não, podemos trazer EXÚ? Isso é Brasilidade... Iniciamos também duas HQS de SETE ESTRELAS, que é um vaqueiro morto e que passa a atuar como um mediador e ou agente da justiça. Ele é um fantasma no gênero cordel, com toda àquela mitologia... Uma das HQ’s do SETE ESTRELAS está sendo produzida em cores com roteiro e arte de Bruno Lima e a outra com roteiro de Maurício Ado e arte de Gabriel Santana.


4- E como roteirista quais seus trabalhos mais relevantes e o que esta fazendo atualmente?
Lancelott - Mormente estou focado do PROJETO ENCONTROS que é uma grande abordagem da história do Quadrinho Brasileiro... Neste projeto, que é um “passeio” por várias “eras” da nossa memória icônica muito esquecida e ou não lembrada mesmo, procuro mostrar um pouco do que existiu nessa forma de literatura, abordando personagens dos idos de 1900 a década 60. Apesar de ser uma mega aventura, é antes de tudo uma obra enciclopédica. A grande maioria dos personagens clássicos aparecerão no máximo numa página e não terão ação direta do desfecho da aventura. Os personagens que de fato atuarão serão os mais contemporâneos do meio independente.
A HQ será, antes de tudo uma paródia sobre a existência e o “desaparecimento” dos heróis, um misto de realidade do porquê nossos heróis “morrem” e somem. Como se trata de um empreendimento autoral e às minhas expensas, o ritmo é conforme mesmo minhas posses... ahahah!!! Mas, este Projeto não viria a existir sem a presença de dois grandes artistas, que na verdade são parceiros, os maranhenses Rom Freire e Zilson Costa, artistas consagrados e com trabalhos até para os comics. A qualidade do projeto está diretamente ligada às penas destes dois grandes parceiros. ( Vou anexar imagens,ok?)

5- Seu site HQ Quadrinhos se tornou um site de pesquisa e referência sobre os quadrinhos e voce se tornou conhecido por catalogar todos os super heróis e heróis dos quadrinhos nacionais nele fale sobre o trabalho!
Lancelott - Bem, foi um pouco de necessidade... Quando iniciei o blog HQ  Quadrinhos em 2008, estava coletando/catalogando informações justo sobre o quadrinho brasileiro e, pouco e ou quase nada tinha sobre os personagens, aqui e ali, muito esparsamente. Resolvi então fazer este Catálogo com pequenas fichas mnemônicas dos mais diversos heróis do quadrinho brasileiro e de diferentes épocas. Depois, transformei estas informações em uma Edição Digital para download free disponível para qualquer pesquisador. A Edição Digital tem milhares de downloads, o que me deixa ciente de sua utilidade. Fico feliz.

6- O personagem Catalogador criado por você não é mera coincidência não? ( rsrsrsrs )
Lancelott - É verdade...  O Catalogador nasceu dessa gênese de “catalogar”, isto é da realidade para a ficção. Tem um pouco da “semelhança”, claro, mais “heróica”..ahahah!!!

7- Voce lançará o novo Catálogo dos heróis Brasileiros? Fale-nos um pouco sobre este trabalho!
Lancelott - O Catálogo de Heróis Brasileiros será impresso e lançado em dois volumes, é um projeto em andamento e com produção francesa. Será em duas línguas – português e francês. Novas artes específicas para o Catálogo estão a cargo do artista Rom Freire e novos textos revisados e corrigidos. Como se trata de uma ação editorial em formatação eu não tenho maiores detalhes. A previsão para o primeiro volume é para meados do segundo semestre deste ano.
 
8- Qual sua visão sobre o gênero herói no Brasil?
Lancelott - Como disse, todos os gêneros têm seus nichos e fãs... No Brasil, como nos mais diversos países, a aventura, o lúdico, sempre foram tempero dos sonhos dos ávidos leitores de quadrinhos. 
Não vejo uma área/gênero específica como chave para o sucesso deste ou daquele personagem. Acho que uma boa HQ resolve a questão...

9- Quais os artistas dos quadrinhos que mais lhe influenciam?
Lancelott - Sou da escola mais antiga...Curti muito Bob Kane, Lee Falk, Raymond e Foster. Copiei muito Hogarth e aquele desenhista do Fantasma, o Bill Lignante.

10- O que destacaria dos quadrinhos que leu ultimamente?
Lancelott - Todos que foram publicados pela Equipe do Maurício de Souza na nova leitura, feitos por incríveis valores brasileiros. Ví que temos um potencial fantástico e quiçá, tivéssemos uma Editora que apóiasse, fora desses eventos, uma produção verde e amarela com mais frequência. Dá-se para perceber que nossas potencialidades, quer sejam nos roteiros e na arte sequencial, tem suficiência para boas histórias. Destaco estas produções como uma amostragem do que se pode fazer no Brasil com a ajuda de uma grande editora... Fora estas, outras tantas com muito suor, com igual poder de encantamento, foram feitas pelos colegas do meio independente, umas autorais e outras com financiamento coletivo.

11- Qual sua visão sobre as hq´s digitais?
Lancelott - Um meio... No meu tempo foram os mimeógrafos... Hoje a internet! Um nicho! Um mercado que pode ser para divulgação, venda e ou previews... Eu mesmo tenho feito algumas digitais.

12- Grato pela entrevista Lancelott, sucesso e o espaço é seu!
Lancelott - Pôxa Edú! Eu é que agradeço. Conheço seu trabalho de longas datas com o Quadrinho Brasileiro e desde ao lado do Salles e agora, com seu retorno e com esta nova roupagem de falar sobre o Quadrinho, mostrando suas nuances, seu universo, sua diversidade. Este seu site é mais uma grande contribuição e um apadrinhamento dos artistas e demais valores espalhados neste Brasil, eu me sinto honrado em participar de tão nobre espaço.



Conheça mais sobre o incrível trabalho de Lancelott AQUI!
Entrevista realizada por Ed Oliver, extraída do blog Super Heróis Brasileiros.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tartarugas Ninja encontram os Caça-Fantasmas em coletânea da IDW

IDW acaba de lançar, nos Estados Unidos, o encadernado da minissérie Teenage Mutant Ninja Turtles/Ghostbusters, publicada originalmente no ano passado.
Com roteiro de Erik Burnham e Tom Waltz e desenhos de Dan Schoening (que também assina a arte da capa), a edição traz o encontro entre as Tartarugas Ninja e os Caça-Fantasmas em uma Nova York tomada por seres sobrenaturais.
Na trama, as tartarugas vão parar numa realidade paralela depois de utilizar um invento defeituoso. Seguindo com elas sem seu conhecimento, uma entidade fantasmagórica também chega para dar trabalho aos Caça-Fantasmas.
crossover  marcou as celebrações dos 30 anos dos dois universos de ficção.
Teenage Mutant Ninja Turtles/Ghostbuster tem 104 páginas e custa US$ 17.99.

Fonte: Universo HQ

Troféu HQ Mix: pré-lista de títulos e inscrições para teses e quadrinhos online

Os responsáveis pelo Troféu HQ Mix divulgaram uma pré-lista com os lançamentos de 2014 e que, portanto, concorrem ao prêmio deste ano.
Como o número de lançamentos no ano passado foi relevante, é possível que alguns títulos tenham ficado de fora. Assim, basta deixar as informações nos comentários do blog para que eles sejam inclusos.
E foram abertas as inscrições para Webtiras, Webquadrinhos, Teses de Doutorado, Mestrado e TCC – confira clicando aqui.

Fonte: Universo HQ

JBC vai republicar Akira no Brasil

Editora JBC acabou de fazer a alegria de muitos leitores em todo o Brasil ao anunciar, no OmeleTV, que republicará o famoso mangá Akira, de Katsuhiro Otomo. Há anos os fãs pediam a série, mas problemas de licenciamento impossibilitavam, porque o autor não queria autorizar o relançamento.
Há muitos anos, editoras como ConradPanini Comics e a própria JBC tentavam trazer o título para o mercado nacional, sem sucesso. Desta vez, entretanto, o desfecho foi diferente.
Criada em 1982 e transformada também em um animê de muito sucesso, em 1988, a história deAkira se passa em Neo-Tóquio, a cidade de Tóquio reconstruída após a devastadora Terceira Guerra Mundial
Kaneda é um líder da gangue de motoqueiros, cujo amigo Tetsuo é dominado por uma força sobrenatural e passa a ser objeto de um projeto experimental secreto chamado Akira.
Para salvar seu amigo, Kaneda se envolve com grupos anarquistas e passa a lutar contra o governo em uma violenta guerra civil.
JBC ainda não confirmou o formato e a periodicidade da série, mas já se sabe que o lançamento acontecerá na Comic Con Experience deste ano, em dezembro.
Esta é a mais recente novidade da editora para 2015, que já incluiu Ghost in the ShellEdenZero Eterno, Wish e vários outros mangás.
Akira tem uma história editorial bastante controversa no Brasil. Foi publicada apenas uma vez, pela Editora Globo, entre 1990 e 1993, totalizando 33 números. Depois disso, faltando apenas cinco edições para ser concluída, a série foi interrompida e só retornou quatro anos depois, em 1997, quando finalmente foi completada com os volumes finais. O último deles, Akira # 38, saiu em 1998.

O motivo desa interrupção gerou muitos boatos e uma lenda urbana. Especulou-se que o cancelamento teria ocorrido por baixas vendas e que não havia a intenção de retomar o título. Mas sua conclusão anos depois é creditada por muitos a uma ação judicial movida por um leitor, que se sentiu prejudicado por colecionar a série e vê-la ficar incompleta perto do final. Com isso, a Globo teria sido obrigada a lançar os números derradeiros.
No entanto, em 2009, o editor Leandro Luigi del Manto, responsável por Akira na época, deu uma entrevista ao jornalista Gonçalo Junior, do site Bigorna, na qual tentou elucidar o caso.
“Eu era editor da série na época e me lembro de alguma coisa (sobre o processo judicial), sim . A publicação de Akira só foi interrompida por nós porque a série ainda estava sendo produzida no Japão naquele momento e o ritmo deles era menor do que a produção mensal dos americanos da Epic. O que aconteceu foi que a produção americana se equiparou à dos japoneses e os americanos tiveram de esperar a Kodansha (editora original da série) terminar tudo antes de retomar a ‘ocidentalização’ e só então publicar o restante. Portanto, tivemos que fazer o mesmo no Brasil”, explicou ele.
“Foi feita uma reclamação no Procon, como disse. Mas essa história de que a série foi publicada por causa de uma intervenção judicial de um leitor é mais uma das muitas ‘lendas urbanas’ do mundo dos quadrinhos… Nada disso é verdade. Uma editora não pode se comprometer a publicar uma série até o final porque depende de vários fatores externos. Akira não foi interrompida por causa de vendas baixas, mas, como expliquei, apenas porque não dispunha de material de reprodução disponível. Além disso, não existiam as facilidades de comunicação que a internet nos propicia hoje em dia”, afirmou.
Globo ainda publicou a história em forma de encadernados, em 1993, totalizando cinco volumes. Mas, nesse formato, a história ficou incompleta.
Uma polêmica adaptação cinematográfica está nos planos da Warner Bros.

Fonte: Universo HQ

Godzilla vai para o Inferno

O monstro Godzilla enfrentará o maior desafio de sua longa vida de destruição e horror.
Na minissérie em cinco edições Godzilla in Hell, que chegará às comic shops dos Estados Unidos no próximo mês de julho, ele vai parar no Inferno, onde encontrará as mais terríveis e hediondas criaturas, com as quais terá que lutar para descobrir como foi parar ali.
A primeira edição terá roteiro e desenhos de James Stokoe; a segunda trará a dupla criativa Bob Eggleton e Dave Wachte; as demais terão Ulises Farinas, Erick Freitas e Brandon Seifert na equipe de artistas.
O lançamento é da IDW Publishing.


                                                                                                                                                                                           Fonte: Universo HQ

Amazônia ComiCon 2015 será em Abaetetuba - PA e terá grande time de palestrantes


Acontecerá no período de 30 de abril a 03 de maio o Amazônia ComicCon, evento de cultura pop da Região Norte, com o apoio da Prefeitura de Abaetetuba. Entre as atrações anunciadas, acontecerão concurso de cosplay, exposições, e a premiação do I Concurso de Histórias em Quadrinhos de Abaetetuba, que inicia as inscrições hoje (13/04), com quatro categorias, ofertando troféus, bicicletas e notebooks. 
Para os shows musicais, já está confirmada a  banda Rasegan (conhecida pelas apresentações em eventos paraenses como Animazon, Anime Geek e no Anime Friends, em São Paulo - SP); e da banda Shinobi 88 (que interpreta clássicos das trilhas sonoras da TV e de bandas da cultura japonesa dos anos 80 e 90). O Grupo de Teatro Massacote, conhecido por interpretar paródias de super heróis também se apresentará no evento. 
Entre todas as atrações confirmadas, chamaram a atenção as Oficinas e Palestras, reunindo um número impressionante de grandes nomes do cenário nacional: Sidney Gusman, editor dos Estúdios Maurício de Sousa; Gian Danton, conhecido e premiado roteirista; Sonia Luyten, Doutora em Ciência da Comunicação pela USP e pesquisadora sobre quadrinhos e cultura japonesa; Joe Bennett, desenhista que já atuou na Marvel e DC Comics; Ricardo Harada Ono, atuante na área da Computação Gráfica, que estará em uma mesa redonda sobre Produção de Animações e HQs; Elton Galdino, ilustrador e designer gráfico paraense; Carlos Amorim, redator e editor do blog CineTvNews Virtual; Erik Blake, desenhista atuando internacionalmente com quadrinhos digitais; e Paulo Emmanuel, desenhista, ilustrador, quadrinista e artista plástico, que estará expondo trabalhos.


Serviço:

O que: Amazônia ComiCon 2015
Local: Abaetetuba - PA
Informações: telefone 91 98844-0427, ou na fan page do evento

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nas Livrarias: Concreto Vol. 1 – Nas Profundezas


Paul Chadwick iniciou sua carreira criando storyboards para estúdios como Disney, Warner Bros, Lucasfilm, entre outros. Nos quadrinhos, ilustrou a série Dazzler (da mutante conhecida como Cristal no Brasil) para a Marvel Comics, antes de criar Concreto, série autoral que fez sua estreia na primeira edição da revista Dark Horse Presents, em julho de 1986, pela Dark Horse Comics.
Continuando o seu trabalho, Chadwick escreveu para o selo Vertigo da DC Comics, a minissérie Gifts of the Night (inédita no Brasil), que trouxe arte de John Bolton. O autor também é conhecido por suas histórias feitas exclusivamente para o site oficial dos filmes da série The Matrix.
Publicado aqui no Brasil pela editora HQM, Nas Profundezas é o primeiro volume da coleção que reimprime as primeiras histórias clássicas de Concreto, série vencedora do Eisner Award na categoria de “Melhor Série Estreante” em 1988. Este volume conta a misteriosa origem do personagem em histórias que abordam aspectos mais adultos e profundos do que qualquer um poderia esperar de uma série em quadrinhos que tem como protagonista uma enorme criatura feita de pedra.
Concreto na realidade é a mente de Ronald Lithgow, presa dentro de uma casca de pedra. Um corpo que o permite caminhar sem ajuda no fundo do oceano, ou sobreviver ao desmoronamento de milhares de toneladas de detritos em uma mineradora… mas que também o impede de sentir o toque de uma mão humana. Apesar da descrição…

"… Ele tem dois metros e meio de altura e pesa quase meia tonelada. Suas mãos podem amassar aço como uma folha de papel, e seus olhos podem acompanhar o voo noturno de um morcego só com a luz das estrelas. Ele também pode ficar uma hora sem respirar e caminhar durante dias carregando grandes pesos sem se cansar. Sua pele é tão áspera e dura quanto seu nome poderia sugerir, mas, por dentro, ele é uma das pessoas mais humanas e fascinantes dos quadrinhos modernos..."

Não espere grandes sagas épicas e nem crossovers com inúmeros super-heróis fantasiados. Cada aventura deste personagem mostrará as diversas facetas do ser humano diante de situações extremas, somadas a contos curtos nunca antes reunidos, incluindo os vencedores do Eisner “O Brilho Laranja” e “Vagabundo”, um relato biográfico de Paul Chadwick sobre um mochileiro que cruzou o país.
Concreto é um dos personagens mais humanos das HQs, as histórias são tão ricas e gratificantes como em qualquer ficção gráfica. Desde sua estreia, o personagem e Paul Chadwick (seu criador/escritor/desenhista) já receberam inúmeros prêmios e indicações das principais instituições que elegem os melhores da indústria dos quadrinhos.
Graças a editora HQM essa grande obra vai ser publicada aqui no brasil em 7 volumes, não deixe de comprar.



Concreto Vol. 01 – Nas Profundezas
Editora HQM
Roteiro e Arte: Paul Chadwick
Capa cartonada com orelhas
17 x 26 cm
208 páginas
R$ 49,90