sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Batgirl hipster e a polêmica da bicha do mal

Modernidade pode ser uma faca de dois gumes. A Batgirl Hipster que o diga!
Quando Cameron Stewart, Babs Tarr e Brenden Fletcher retocaram a maquiagem da Barbara Gordon e transformaram a ex-Oráculo numa pós adolescente descolada que tem notebooks com todos os seus segredos roubados, todos viram a mudança como uma lufada de ar fresco no caos reciclado chamado Novos 52. Mas a edição 37 de Batgirl chegou para mostrar que nem tudo é perfeito.
Histórias para menininhas, linguagem moderna, character designs e narrativa visual puxada para o euromangá, além do pioneirismo dos uniformes funcionais e realistas que acabou sendo adotado por outros personagens. A partir do número 35 do título passamos a acompanhar as aventuras dessa morceguinha moderninha e mais falível que parece ter esquecido tudo que aprendeu e viveu em seus praticamente 50 anos de história.


Perfeito, não? Como diz o velho ditado sobre a felicidade de pobre, bem…
Dois números depois o título já está envolvido numa polêmica. Durante uma perseguição a uma falsa Batgirl lantejoulada, Barbara descobriu que ela era ele e ficou chocada. Tanto o choque quanto o uso de um Crossdresser Misógino foram demais para os novos leitores.
Choveram reclamações e ataques ao título nos sites gringos. Alguns viram isso como uma forma de recorrer ao estereótipo da bicha do mal para deixar a história mais “interessante”, outros como puro e simples preconceito. E a grande verdade é que em 2014, a coisa poderia ter sido bem melhor trabalhada, afinal, há uma grande luta pela inclusão dos LGBT.


Dagger Type, o vilão(ã) da edição nem mesmo foi o primeiro transgênero da editora ou do título, só foi extremamente mal escrito. Na fase anterior, Gail Simone introduziu Alysia Yeoh, colega de quarto da personagem que além de ser transex ainda era bissexual. O que teria sido o estopim de uma polêmica acabou se tornando um dos pontos altos do título, tanto que foi elogiadíssimo pelo público que a roteirista pretendia alcançar.
O problema da inclusão é que ela deve ser bem-feita ou se volta contra você. Não adianta usar estereótipos e achar que vai ficar tudo bem. Existem leitores que querem se identificar com os personagens, o que não acontece quando eles não parecem reais. Os incluídos se sentem tripudiados e rejeitados, afinal, toda a sua luta por um espaço na sociedade se perde.

E agora DC? Bem, é esperar as próximas edições e ver como a editora e a equipe criativa de Batgirl irá se posicionar.

FONTE: Impulso HQ

Um comentário:

Questão disse...

elogiado não sei por quem uahauha essa batgirl malhação sempre foi mais ou menos mas atraia a nova geração,porem como tudo hoje vira polemica qualquer coisa,esse nem foi o primeiro vilão ou heroi gay a ser criado,mas hoje como os quadrinhos estão na midia parece que tudo virou motivo para mimimi

espero que a oraculo volte estou com uma saudade