sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

30 de janeiro: Dia do Quadrinho Nacional


No dia 30 de janeiro é comemorado o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos, conhecidas também como HQ, uma popular e divertida forma de leitura que se popularizou no Brasil graças à histórias como Menino Maluquinho e Turma da Mônica e tiras reproduzidas em jornais, como Piratas do Tietê, Níquel Naúsea e Chiclete com Banana.

A historia das historias em quadrinhos no Brasil começa no século 19, quando passou a circular no ano de 1837 um desenho em formato de charge, de autoria de Manuel de Araujo Porto-Alegre, vendido em papel avulso. O cartunista Angelo Agostini é considerado o precursor das historias em quadrinhos no Brasil, pois criou  em 1869 As Aventuras de Nhô Quim ou impressões de uma viagem à corte, e também o responsável por introduzir os quadrinhos em publicações jornalísticas. 
A revista O Tico-Tico, lançada no dia 11 de outubro de 1905, é considerada a primeira revista em quadrinhos do Brasil. Concebida pelo desenhista Renato de Castro com ilustrações de Angelo Agostini e participação de diversos artistas, como J. Carlos, Max Yantok e Alfredo Storni, o formato foi baseado na revista infantil francesa La Semaine de Suzette, com alterações nos nomes dos personagens originais e tendo Chiquinho como a figura mais popular.
Por volta de 1930 foram passaram a ser publicadas no Brasil as histórias americanas,  como Krazy Kat, Gato Félix e Mickey Mouse. Na mesma década foram surgindo outras publicações voltadas para as HQ’s, como Mirim, Lobinho, O Globo Juvenil e O Gibi,  as duas últimas pertencentes à Roberto Marinho. As historias em quadrinhos da Disney passaram a ser publicadas no país apenas na década de 50, e para enfrentar a concorrência dos heróis americanos foram criadas versões brasileiras desses personagens, como Capitão 7 (inspirado em Flash Gordon e Super Homem) e Raio Negro (inspirado em Lanterna Verde e Cíclope do X-Men), além de personagens nacionais de novelas radiofônicas, como Jerônimo – o herói do Sertão,  serem transpostos para quadrinhos.


A partir da década de 60 aumentaram as publicações e personagens tupiniquins, com destaque para Pererê, de Ziraldo, Gabola, de Peroti, Sacarrolha, de Primaggio, e o maior sucesso do ramo no país, Turma da Mônica, editada pela Editora Globo e escrita por Maurício de Souza, considerado o maior nome dos quadrinhos nacionais. O jornal Pasquim ficou famoso por suas tirinhas de quadrinhos, principalmente os de Jaguar, e Daniel Azulay também criou o herói brasileiro  Capitão Cipó. A Editora Abril passou a publicar os heróis da Marvel e da DC Comics no Brasil, com as revistas Capitão América e Heróis da TV, e posteriormente com Batman, Super-Homem, Homem-Aranha e Incrível Hulk. 
A partir da década de 80, os grandes jornais brasileiros passam a inserir trabalhos de autores nacionais em suas tirinhas, antes exclusivamente americanas. Dentre eles, destacam-se Miguel Paiva (Radical Chic), Glauco (Geraldão), Laerte (Piratas do Tietê), Angeli (Chiclete com Banana), Fernando Gonsales (Níquel Náusea) e Luís Fernando Veríssimo (As Cobras). 

   

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