sábado, 26 de julho de 2014

Apoie o 1º Encontro Lady’s Comics

O Lady’s Comics está organizando um encontro via Catarse para debater as formas de transgredir a representação feminina nos quadrinhos e, para que a ideia saia do papel, as ladies contam com a sua contribuição.



Há quase quatro anos no ar, o site aborda a questão das mulheres quadrinistas e das personagens femininas nas HQs. O intitulado 1º Encontro Lady’s Comics: Transgredindo a representação feminina nos Quadrinhos consiste em um dia cheio de atividades, tais como um painel, mesas e debates sobre o tema, intervenções e uma exposição.
Até o momento, 47% de R$16 mil foi financiado. O prazo para custear o projeto termina em 19 de agosto.
Caso a quantia seja atingida (esperamos que sim), o 1º Encontro Lady’s Comics: Transgredindo a representação feminina nos Quadrinhos ocorrerá no dia 25 de outubro, sábado, das 8h às 20h. O local ainda não foi definido, mas será no centro de Belo Horizonte.
Para conferir a programação completa e saber como financiar o evento e o que cada apoiador ganha, acesse a página do projeto no Catarse. Vale lembrar que as vagas são limitadas em 110 lugares.

Tem alguma dúvida? Visite o FAQ do Encontro e acompanhe as ladies nas redes sociais: Facebook | Twitter | Youtube | Instagram.

Uma norma para acabar com os quadrinhos nacionais!

No dia 13 de março de 2014 o Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente aprovou, de forma unânime, a resolução nº 163 que considera abusiva toda e qualquer publicidade e comunicação mercadológica dirigidas às crianças.
A resolução é apoiada por muitos como uma forma de proteger as crianças contra os abusos, mas, se for colocada na prática, vai ter resultados muito mais amplos.
Legislações restritivas à publicidade infantil existem em outros países do mundo. Na Suécia, por exemplo, estão proibidos os comerciais na TV aberta. Países como Chile e Peru proíbem anúncios de determinados alimentos e bebidas. Na Grécia, anúncios de brinquedos só podem ser anunciados na TV aberta em horário adulto. No Irã, bonecos dos Simpsons e da Barbie não podem ser comercializados ou anunciados. Mas esse é o primeiro caso de proibição total e absoluta de qualquer tipo de comunicação comercial voltada ao público infantil.
A resolução considera abusiva "a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço". Estão proibidos linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores; trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança; representação de criança; pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil; personagens ou apresentadores infantis; desenho animado ou de animação; bonecos ou similares; promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil; e promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.
A resolução define a 'comunicação mercadológica' como toda e qualquer atividade de comunicação comercial, inclusive publicidade, para a divulgação de produtos, serviços, marcas e empresas realizada, dentre outros meios e lugares, em eventos, espaços públicos, páginas de internet, canais televisivos, em qualquer horário, por meio de qualquer suporte ou mídia, no interior de creches e das instituições escolares da educação infantil e fundamental, inclusive em seus uniformes escolares ou materiais didáticos, seja de produtos ou serviços relacionados à infância ou relacionados ao público adolescente e adulto.
Ou seja: a legislação, na prática, proíbe qualquer comunicação voltada às crianças. O maior prejudicado com a norma é, claro, Maurício de Sousa. Muitos têm comemorado o fato de que ele não pode mais colocar seus personagens em produtos infantis, como pacotes de maçãs. 


Mas a legislação é tão ampla que afeta quase toda a produção nacional destinada às crianças. As revistas em quadrinhos infantis, por exemplo, dificilmente se sustentam sem publicidade. Produzir um gibi infantil é um processo caro que quase nunca se paga apenas com as vendas de revistas (até porque essas vendas se reduzem a cada ano). Da mesma forma, os desenhos animados só são exibidos por causa da publicidade. Não por acaso, as TVs abertas estão tirando desenhos animados de sua programação. Há de se perguntar como ficarão os canais infantis da TV por assinatura, até porque eles não poderão mais ser anunciados e também não poderão mais exibir publicidade.
Na prática, a resolução joga uma pá de cal no mercado de desenhos animados infantis, que vinha apresentando um crescimento invejável, com personagens como Peixonauta e Turma da Mônica, e coloca em situação difícil as revistas infantis nacionais, já que não é permitida nem mesmo a publicidade das próprias publicações. Ou seja: a revista do Cebolinha não pode mais anunciar o conteúdo da revista do Cascão. Pior ainda para autores que queiram lançar gibis com personagens novos, que não poderão ser divulgados. Nem mesmo a distribuição de brindes para as crianças são mais permitidos. Na prática, Maurício de Sousa ainda está em uma situação melhor do que outros quadrinistas que queiram lançar outras publicações infantis. Nunca mais veremos o lançamento de outros gibis.
Mas essa é uma visão otimista. A legislação é tão ampla que, na prática, pode proibir até mesmo as capas dos gibis infantis. Veja-se: a legislação considera "'comunicação mercadológica' como toda e qualquer atividade de comunicação comercial, inclusive publicidade, para a divulgação de produtos, serviços, marcas e empresas realizada, dentre outros meios e lugares, em eventos, espaços públicos, páginas de internet, canais televisivos".
Todo manual de marketing explica que um dos elementos essenciais da comunicação mercadológica é o merchandising, ou apelo no ponto de venda. No caso das bancas de revista, o apelo comercial é feito através das capas das revistas. Ou seja, sob qualquer aspecto, a capa de um gibi é uma comunicação mercadológica. Se a norma realmente for seguida, os editores de revistas infantis terão que se adaptar, uma vez que não poderão mais exibir personagens nas capas de suas revistas. Uma solução talvez seja vender as revistas lacradas, com tarjas escondendo os personagens da mesma forma como hoje se faz com as revistas pornográficas. Num mercado em que gibis vendem cada vez menos, a resolução pode ser a pá de cal no mercado de quadrinhos nacionais.
Lendo a legislação lembrei do amigo desenhista Antonio Eder, que, mesmo depois de adulto, ainda tinha o álbum de figurinhas do Palhaço Zequinha, lançado pelo governo do Paraná no final dos anos 1970. O álbum era gratuito e as figurinhas eram trocadas por notas fiscais. Um incentivo para que a população exigisse notas fiscais que fez a alegria de muitas crianças curitibanas. Pela nova legislação, a iniciativa seria ilegal, uma vez que a norma proíbe a "promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis". 


Engana-se quem acha que o problema se restringe apenas aos quadrinhos infantis. Como maioria das pessoas acha que todo gibi é para crianças, toda a produção nacional pode ser afetada. Um exemplo: quando lancei o meu livro "Grafipar, a editora que saiu do eixo", perguntei porque o livro era vendido lacrado e com uma tarja avisando que se tratava de um livro para adultos. No meu entender, o livro era obviamente para adultos, até pela referência no subtítulo à produção erótica. "Tente explicar isso a um juiz", respondeu um editor. "Se tem desenho na capa e é quadrinhos, um pai pode achar que é para criança e nos processar. Já aconteceu com outros livros semelhantes". Ou seja: provavelmente para os "especialistas" do conselho, todo quadrinho é para criança e se encaixa na norma, até porque uma das definições para isso é o uso de cores chamativas.
No pior dos cenários, até mesmo as coleções de miniaturas de personagens de quadrinhos (como os da Marvel e DC, que temos visto nas bancas) ficam comprometidas. Explica-se: a legislação atual já proíbe vender em banca de revista algo que não seja revista. Assim, quando se pretende lançar algo do gênero, coloca-se uma revista junto, e diz-se que o boneco é brinde para quem comprou a revista. Como agora brindes são proibidos e como a maioria das pessoas vê quadrinhos como coisa exclusivamente de crianças...  


Uma legislação que coíba abusos na publicidade infantil seria bem vinda. Mas a proibição total, com uma lei tão ampla que pode afetar até as capas dos gibis nacionais interessaria a quem? Em tempo, as citações entre aspas foram retiradas diretamente do site do Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.  

segunda-feira, 21 de julho de 2014

‘Até a maçã não teremos mais, não pode personagem na embalagem’

A resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que considera abusiva publicidade dirigida a crianças é alvo de elogios de alguns e críticas de outros. Entre estes, a filha de Mauricio de Sousa, que pede um debate mais racional sobre a questão.  

Extraído do jornal O Globo.

Monica de Souza , filha do cartunista Mauricio de Souza, que inspirou a personagem dos quadrinhos. Com ela, seus “amigos” Cascão e Magali.
Qual é a relação da Turma da Mônica com a questão da infância?
Nossa meta sempre foi trabalhar para o bem-estar da criança. Passamos valores como amizade, respeito aos pais, aos mais velhos, uma sociedade mais ou menos equiparada, onde todo mundo tenha pai e mãe cuidando com carinho.

No que a resolução impacta o negócio de vocês?
A resolução quer, de alguma maneira, sumir com todos os personagens infantis. Estende-se a embalagens, que não podem ser coloridas, bonecos, que não podem ter som... É muito radical. Podemos trabalhar em conjunto com as instituições para chegar a um denominador comum. A sociedade está consumindo mais, a doença do século é a obesidade, mas isso tem que ser trabalhado com educação, não proibição.

Proibir não é o melhor para proteger a criança?
Se você proíbe uma criança de ver alguma coisa, a está deixando mais alienada. Ela tem que crescer e saber discernir entre certo e errado. A família tem que passar isso. É simplista proibir comerciais de televisão e personagens. Isso vem de uma sociedade que está com problema emocional. Pais e mães estão substituindo o convívio por dar presentes. Isso não é culpa da publicidade, e sim dessa sociedade, que está carente dessa relação.

A resolução ajuda a lidar com o consumismo exagerado?
Empresas deixaram de anunciar para crianças. Qual foi a consequência? Deixou de existir o espaço infantil nas TVs abertas. quando se proíbe uma publicidade dirigida à criança, esta não deixará de ver televisão e vitrines, vai começar a consumir um produto que não é para ela, mas para um adulto. Produtos voltados para crianças são mais bem preparados para elas. Tiraram todo horário infantil da criança da TV, agora os canais passam receitas.

É a publicidade infantil que garante programas infantis na TV?
Sim. Refrigerante não anuncia mais para criança. Mas os comerciais dele são vistos por elas. Esse tipo de resolução é tapar o sol com a peneira. Não vai melhorar o que está acontecendo, o fato, que é a obesidade. Três fatores fazem a criança comer demais: genético, emocional e exemplo da família. Colocar o governo para proibir qualquer publicidade é muito fácil. Educar é que é mais difícil.

As regras que já existem vão no caminho da resolução?
Existem alguns abusos. Merchandising em programa infantil é absurdo. De alguma maneira, você está colocando um ídolo ali dizendo que usa aquele produto. Mas a Maurício de Sousa tem suas regras. A gente não tem licenciamento de refrigerante e bala, porque mudou a sociedade. Faz 16 anos que trabalhamos com frutas no licenciamento. De alguma maneira, estamos fazendo com que a mãe tenha a força do personagem para incentivar a criança a experimentar frutas e verduras. 

A resolução inviabiliza isso?
Tudo. Até a maçã não teremos mais, não pode ter personagem na embalagem.

Algo que promove a boa alimentação não estaria preservado?
Não, porque não pode estar associado ao produto. Miram em uma caixa de marimbondo e pegam todos os passarinhos em volta. Que empresa vai licenciar produto para crianças, se vai ter que se defender o tempo inteiro?

Qual é hoje a ética interna da Mauricio de Sousa Produções?
Os personagens ilustram a embalagem, mas não testemunham sobre o produto. A Mônica não fala “essa minha força vem em função disso!”, nunca fizemos isso.

Por quê?
O Maurício proíbe falta de ética, de maneira que desqualifique a criança. Meu pai, por exemplo, não aceita nem ser júri de desenhos, porque não consegue dizer para uma criança que o desenho dela não está bom. Meu pai é um artista. E quer que a arte dele sobreviva a tudo isso.

Quando um personagem aparece em uma embalagem, ele apoia a compra do produto?
Ele não está fazendo com que (a criança) consuma, mas com que escolha aquele produto entre outros. 

Isso não é usar uma relação que ela estabeleceu com o personagem em outro lugar, fora do mercado, para sugerir uma compra?
Não é só isso. Tem o aval do Mauricio, que toma cuidado com quem fabrica o produto dele. A gente se pergunta: você daria esse produto para seu filho? Todo mundo quer licenciar, negamos a maioria. E com propostas boas financeiramente.

O uso de personagens infantis em produtos para adultos é uma forma de se aproveitar da influência da criança na família?
A criança já manda na família, está com força fenomenal. Eu não concordo com isso, no meu tempo quem decidia eram a mãe e o pai. Não tem a ver com o personagem, é o poder que a criança está tendo.

Anunciante se aproveita da vulnerabilidade da criança?
É o contrário, a criança está percebendo a vulnerabilidade dos pais, sabe o que quer vestir ou com o que quer brincar. Não vai deixar de consumir, pois a família está consumindo.

O bombardeio mercadológico não contribui para este problema?
Com certeza. 

Mas não é contra isso que a resolução quer atuar?
Nas classes A e B há diminuição de obesidade e de consumo, porque se tem mais informação. Por que não se faz a mesma coisa com o personagem? O personagem promovendo educação familiar, educação de consumo, isso é interessante. Vamos pegar essa força para isso também. Não destruindo os personagens.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Workshop gratuito sobre ilustração na Gibiteca Henfil

Com o objetivo de propagar a arte de criar roteiros e ilustrações para HQs, Danyael Lopes ministrará workshop com foco no processo de criação de história em quadrinhos, com ênfase em Criação de Personagens – Ilustração.
O workshop abrange as etapas de Criação de Personagens, com estudos de anatomia, e ocorre dia 2 de agosto de 2014 (sábado), das 16h às 18h, na Gibiteca Henfil.
Danyael Lopes foi um dos 15 artistas selecionados para criação e publicação de história em quadrinhos com o apoio do ProAc, e está desenvolvendo a HQ Cidadão N – uma fábula sobre o que é possível.
Danyael Lopes é um artista multimídia paulistano. Nos quadrinhos, resgatou o primeiro herói brasileiro – o Capitão 7 – em 2006, ao inseri-lo em uma HQ dos Tripilikuadrinhos, encarte infantil integrante da revista Triplik, das marcas Lilica Ripilica e Tigor T. Tigre.
Nas artes plásticas, foi selecionado na primeira edição da Vivo Call Parade e expôs sua coleção “Realismo Pop”, na Passagem Literária da Consolação (2013) e nas unidades da Livraria Cultura do Conjunto Nacional e do Shopping Villa-Lobos (2011).
O período de inscrições vai até 26 de julho de 2014 e são apenas 30 vagas. Informações para inscrição, clique aqui.





Workshop de Quadrinhos: Criação de Personagens – Ilustração

Dia 2 de agosto de 2014, das 16h às 18h.
Local: Gibiteca Henfil – Centro Cultural São Paulo (CCSP)
Rua Vergueiro, nº 1000 – Paraíso – São Paulo – SP
(Estação Vergueiro do Metrô – Linha Azul)

terça-feira, 15 de julho de 2014

LANÇAMENTO: Fulanos e Fulanas & Tudo Já Foi Dito na GIBITERIA


Pedro Hutsch Balboni convida todos ao lançamento dos dois novos livros das joaninhas mais cabeçudas da internet!

::Tudo Já Foi Dito - uma história desenhada por 18 desenhistas diferentes, a cada virada de página, um estilo diferente! 

::Fulanos e Fulanas - 50 grandes artistas redesenharam 50 tirinhas das joaninhas para esta segunda coletânea!

Aproveite a oportunidade para já garantir autógrafos de vários artistas que participaram destes livros!

Dia 19 de julho a partir das 16 hs na Gibiteria em SP

Praça Benedito Calixto, 158 - 1º andar

011 3167-4838



Livro narra protestos de 2013 em forma de charges

Em junho de 2013, uma série de protestos tomou as ruas do Brasil com as mais diversas reivindicações. Centenas de milhares de pessoas participaram dando voz a pedidos de melhores condições de vida e contra a corrupção.
O cartunista Diogo Salles reuniu no livro Trágico e Cômico  Os protestos em charges (21 x 28 cm, 72 páginas, R$ 35,00) as principais pautas reivindicadas naquelas manifestações na forma de charges políticas. Nenhum partido ou político é poupado, e a obra procura discutir os fatos de forma crítica e bem-humorada.
Dentre os assuntos abordados estão fraudes em licitações, o julgamento do mensalão, as alianças entre partidos, a organização da Copa do Mundo e os interesses políticos por trás de empresas estatais. Mas a principal crítica é centrada no clima de “vale tudo” que, de acordo com o autor, tomou conta da sociedade brasileira, cujos eleitores são agentes diretos da corrupção, e não vítimas dela.
A intenção do autor é confrontar algumas certezas e debater nossa realidade, partindo do pressuposto de que nada e nem ninguém é intocável.
O livro é um lançamento da Primavera Editorial, e já está à vendas em livrarias.

Eventos Underground no Sul

Confira um resumo de três eventos independentes que movimentaram a região sul do país no finalzinho de 2013 e começo de 2014:
Eventos, 2º Faça Você Mesmx, Flávio Grao
Faça Você Mesmx 2 - No dia 1º de dezembro de 2013, ocorreu no Vó Zuzu Atelier, em Porto Alegre o “Faça Você Mesmx 2”, uma mostra de publicações e cultura alternativa. O evento trouxe bate-papo com fanzineiros, lançamento de fanzines, feira de fanzines (venda e troca), além de show com bandas undergroud. No bate-papo, Law Tissot (Fanzinoteca Mutação) e Aline Ebert mostraram as possibilidades da estética dos fanzines além do papel.

Law com o conceito de Zine Objeto e Aline apresentando o uso da comunicação dos zines na Moda. Na sequência os quadrinhistas Gabriel Rainer, Diego Gerlach, Dr. Insekto e Leonardo Garbin falaram de seus trabalhos e a relação com os fanzines comentando como conheceram e passaram a fazer zines.
O convidado especial foi o fanzineiro e quadrinhista Flávio Grão, que veio a Porto Alegre e ao evento para lançar seu mais novo trabalho: “A Mitologia do Descompasso”. Grão falou de sua trajetória no underground e da produção deste seu recente trabalho. Além das palestras, a galera aproveitou para adquirir uma série de publicações alternativas, com zines das mais diferentes temáticas, como os quadrinhos do Grupo Quadrante Sul.
No final, as bandas Medialunas e Gipsy Rufina mostraram seus trabalhos e encerraram o evento. Parabéns aos organizadores que oportunizaram à galera que produz independente mostrar sua arte.
Eventos, 1º MOCA, Oficina Zines
1º MOCA – Mostra de Comunicação Alternativa – Alvorada/RS é uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre. Como uma cidade da periferia, eventos underground são raros, por isso o MOCA – Mostra de Comunicação Alternativa – deve ser saudada como uma grande iniciativa. O evento procurou agregar toda a mídia alternativa através de oficina de fanzines e grafite, debates sobre rádios WEB, exibição de filmes e exposição de fanzines.

O evento ocorreu em três dias, em 2013, no Subtê Café, espaço de cultura underground da cidade. Na quinta, 12 de dezembro, foi exibido o documentário “Fanzineiros do Século Passado”, produzido por Márcio Sno. Na sequência os fanzineiros Denilson Reis e Anderson Ferreira falaram de suas experiências em editar fanzines. Na sexta, 13 de dezembro, ocorreu o debate sobre Rádio e TV WEB com Cláudio Cunha (Dinâmico FM), Taylor (3W), Loiva (OlharTV) e Flávio (Rádio Acásia).
Fechando o evento, sábado, 14 de dezembro, tivemos as oficinas de grafite, com o pessoal da Caixa Tape e, oficina de fanzines, com Eloenes Silva e Márcia Antunes. O evento foi coordenado por Ricardo Bolonha, Paulo Jazzin, Eloenes Silva e Denilson Reis.
Eventos, Tarde Multicultura
Tarde Multicultural Sem Fronteiras – Fábio Barbosa é um agitador cultural. O cara chegou do Rio de Janeiro para morar em Porto Alegre e em pouco tempo já estava envolvido com a chamada cultura marginal e os movimentos de contracultura. No dia 11 de janeiro de 2014, no Centro de Cultura Libertária da Azenha, em Porto Alegre ocorreu a Tarde Multicultural Sem Fronteiras, evento organizado e coordenado pelo Fábio.

Durante um agradável tarde de verão, em que rolou até um chuva para refrescar a alma da galera, fanzines, livros, moda, música e teatro mostraram as múltiplas facetas da cultura underground de Porto Alegre. Os fanzineiros Denilson Reis, Giselle Andrade, Odair Fonseca e Kamila Lin falaram de suas experiências com a produção de fanzines, os caminhos da auto-publicação e o uso do fanzine como ferramenta pedagógica.
A escritora Giselle Jaques apresentou a produção de livros de literatura GLBT. Entre outros artistas, colagens, pintura, poesias, teve a participação do músico Branco Oliveira.

domingo, 13 de julho de 2014

Lançamento: Desconhecidos #3

Escrita por Olavo Coelho e desenhada por Sulivan Suad e Zilson Costa.
Mas afinal de contas, quem são os Desconhecidos? Os Desconhecidos são vitimas da ditadura que foram usadas como cobaias em experimentos secretos durante a guerra fria. Agora os sobreviventes desse projeto e seus descendentes se unem para evitar que uma nova era de trevas tome conta do mundo.

Como consigo a revista? Simples! Mande um e-mail para olalima@gmail.com ou questaox@gmail.com ou no caso de estar em São Luís pode comprar na Magic Games do São Luis Shopping, na loja de quadrinhos Taverna, na banca do Reviver, na banca do Gladstone, na banca da Deodoro ou no Beco dos Quadrinhos.


DESCRIÇÃO: 

28 páginas
Valor – 4 reais + taxa postal, por + 2 reais (cada) é possível adquirir números da revista comicstation

 
Roteiros – Olavo Coelho
Desenhos: Riccelli Sullivan (Suád) e Zeck (ZIlson costa) 
Capa: Riccelli Sullivan (Suád) e Zeck (ZIlson costa)



Pesquisar quadrinhos: uma tarefa ingrata e desanimadora

Por Sérgio Codespoti, extraído do site Universo HQ

Costumo reclamar com meus amigos do Universo HQ sobre a falta de material biográfico correto e fontes erradas, não apenas em português, mas em inglês, francês etc.
Existem centenas de livros sobre quadrinhos, em várias línguas, mas muitos deles incluem erros de datas e nomes, ou repetem informações já caducas, que há anos foram atualizadas, ou se limitam a materiais de referência de apenas uma origem (por exemplo, autores estadunidenses) e acabam sendo cúmplices na omissão dos outros.
São poucas as obras precisas e criteriosas que se pode consultar sem ter que confirmar as informações com outras fontes.
Esse problema sempre existiu e já era aparente para mim, mas essa dificuldade se cristalizou durante mais de uma década produzindo artigos para o Universo HQ. A situação se agrava quando preciso noticiar algo mais penoso, como o óbito de algum artista ou escritor.
Se o autor for brasileiro, existe outra agravante, a quase total falta de biografias de quem fez e faz quadrinhos no País.
Resolvi listar alguns exemplos encontrados nos últimos meses.
Ao contrário do que está escrito na maioria dos livros teóricos sobre Tarzan, a estreia do personagem nos quadrinhos não aconteceu em 1929 – junto com Buck Rogers. Na verdade, isso aconteceu em novembro de 1928, na revista semanal inglesa Tit-Bits, quase dois meses antes do lançamento nos Estados Unidos e Canadá. A informação não é “secreta”, está no livro Hal Foster, de Brian M. Kane (Vanguard Productions, 2001).
Logo após o anúncio dos indicados ao Eisner Award de 2014, surgiu a informação que o colorista Frank Martin era brasileiro. Sou leitor de East of West, a revista que lhe valeu a menção, e gosto do trabalho dele, mas não sabia que era meu conterrâneo.
Fui alertado pelo desenhista Mike Deodato e entrei em contato para fazer um perfil do artista. Frank Martin, na verdade Francisco Martins de Souza Júnior, foi bastante simpático e me enviou todas as informações necessárias.


Ele não é o único brasileiro a usar pseudônimo em seu trabalho para as editoras estadunidenses – uma prática sugerida por muitos agentes e estúdios que fazem o meio de campo para essa produção.
Mike Deodato (Deodato Taumaturgo Borges Filho), Roger Cruz (Rogério da Cruz Kuroda), Will Conrad (Vilmar Conrado) são alguns outros exemplos dessa prática.
Os três volumes da boa enciclopédia de Henri Filippini, Dictionnaire Encyclopédique des Héros et Auteurs de BD, cada um deles com quase mil páginas, também apresentam alguns erros, dentre eles, o fato de creditar alguns artistas brasileiros, como Roger Cruz, como norte-americanos.
Mas existe outro problema com o uso de pseudônimo. Na Era de Ouro (dos quadrinhos nos Estados Unidos), isso era prática comum para editoras pequenas que queriam se passar por grandes, e usavam alguns artistas com vários nomes para esse fim.
O inverso também ocorria. Alguns artistas inventavam pseudônimos para trabalhar secretamente para uma editora concorrente.
Existe um pseudônimo bastante peculiar nos quadrinhos: Charles Nicholas.
Era um nome de uso comum de vários artistas e foi usado em três ou quatro editoras diferentes, como a Fox Feature Syndicate e a Timely Comics (futura Marvel Comics).
Na Timely, o nome Charles Nicholas foi usado por Charles Nicholas Wojtkoski (que também utilizava Nick Karlton) e por Jack Kirby  (que teve diversos pseudônimos no começo da carreira, como: Jake Cortez, Jack Curtis, Jack Curtiss, Bob Brown, Teddy, Ted Grey, Curt Davis e Fred Sande).


Kirby também assinou trabalhos com esse nome na Fox. Outro artista que usava esse pseudônimo foi Chuck Cuidera (Charles Nicholas Cuidera). Mas a documentação confusa e escassa não facilita a pesquisa do assunto.
Aliás, sobre Kirby, nem mesmo uma informação óbvia, como a data de nascimento do artista pode ser considerada simples. Em algumas fontes – muito possivelmente por um erro tipográfico – aparece o dia 25 de agosto de 1917, embora a maioria dos livros mais recentes (como a biografia escrita por Mark Evanier) aceite o dia 28 de agosto de 1917 como a data correta.
Particularmente, acredito que 28 de agosto de 1917 seja a correta, pois uma busca usando o nome e número do seguro social do artista em sites especializado sobre esse tipo registros batem com essa informação.
Para complicar, no caso de nascimentos no início do Século 20, os registros eram manuais e muitas vezes podiam ser de difícil leitura ou até transcritos para o meio digital com erros. Sem falar que, naquela época, não era incomum a pessoa nascer em uma data e ser registrada dias depois sem muita confusão.
Outro problema é a falta de arquivos e coleções definitivas. Veja o caso do personagem Namor. Até 1975, se acreditava que ele havia surgido na revista Marvel Comics # 1, cuja data de capa é de outubro de 1939.
Em 1975, porém, foram descobertas cópias da revista Motion Pictures Funnies Weekly # 1 (que só possui nove cópias “sobreviventes”), de abril de 1939, com a mesma história do Namor, mas com apenas oito páginas. A HQ publicada em Marvel Comics # 1 possui quatro páginas extras.
Essa revista trouxe outra curiosidade à tona. Algumas de suas edições são conhecidas como Pay Copy, pois nelas Lloyd Jacquet (o responsável pelo estúdio Funnies Inc.) anotava os valores pagos para os artistas pelas histórias, incluindo datas e números de cheques.
É por isso que se sabe quanto Bill Everett e Carl Burgos ganharam para criar o Namor e o Tocha Humana. O autor recebeu 83,25 dólares pelas oito páginas de Namor em MPFW # 1; e a quantia chegou a 96 dólares depois que ele desenhou mais quatro páginas para Marvel Comics # 1 (as 12 páginas finais de Namor).
Burgos recebeu 128 dólares pelas 16 páginas do Tocha Humana (de Marvel Comics # 1).Esses valores são de 1939.
A revista Motion Pictures Funnies Weekly foi cancelada antes da produção dos outros números. Apesar disso, foram produzidas capas para as edições # 2, # 3 e # 4 do título.


A descoberta de Motion Pictures Funnies Weekly invalidou diversos livros sobre quadrinhos publicados na década de 1970. Esse tipo de problema continua existindo, uma vez que poucos (mas eles existem) livros teóricos são reimpressos com correções.
Outro exemplo, mais recente, de um problema relativo à pesquisa é o tratamento da origem da personagem Isabel Kane, da Marvel Comics, que ganhou superpoderes em Avengers – Volume 5 #1, de fevereiro de 2013, e se tornou a heroína Smasher (posteriormente, Messenger).
Na revista original, seu nome era Isabel Dare e seu avô se chamava Dan. Para quem não sabe, Dan Dare é o nome de um famoso herói de quadrinhos das revistas inglesas, criado em 1950, por Frank Hampson.
A Marvel retificou a homenagem na edição encadernada da série. Atualmente, Isabel se chama Isabel Kane, e seu avô era Daniel “Dan” Kane, mais conhecido como o herói da Era de Ouro, Capitão Terror (Captain Terror), que surgiu em 1941.
Fica a impressão de que são realmente poucos e raros os livros nos quais os pesquisadores podem confiar. Parece que cada informação, por mais ínfima que seja, precisa ser verificada em duas, três ou mais fontes. Não é possível apenas replicar o que está nos livros e enciclopédias de HQs.
Os autores estadunidenses particularmente são mestres em repetir erros de “estudiosos” da década de 1960 e 1970. A divisão que eles fazem de tiras e comic books, como se fossem coisas completamente distintas e diferentes, e o fato de que costumam excluir o resto do planeta de suas pesquisas também atrapalham muito, tanto no estudo da história das HQs, quanto no estudo da evolução da narrativa. Uma pena.

Sérgio Codespoti, se dependesse de seus amigos do Universo HQ, já teria escrito uma enciclopédia de quadrinhos.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pickleman: A Origem




A origem do incrível guardião verde da verdade e da justiça! Ele é doce? Ele é azedo? Será que ele tem o poder de superar seus inimigos? descubra nesta edição da PICKLEMAN! Mais um trabalho inédito deste que vos fala para a Argo Comics de Dan Sehn. Imperdível! Clique no link abaixo e reserve já o seu exemplar e acompanhe por aqui uma prévia desta excelente HQ.  

http://www.indyplanet.com/front/?product=10037


quarta-feira, 2 de julho de 2014

37º Festival Guarnicê de Cinema de São Luís ferece cursos gratuitos


Em parceria com a Fundação Joaquim Nabuco (PE) e Escola Pública de Audiovisual da Vila das Artes (CE), a UFMA está com inscrições abertas para seis cursos gratuitos, que integram a programação do 37º Festival Guarnicê de Cinema. Os cursos são: 'Roteiro', 'Montagem', 'Figurino', 'Contrarregragem', 'Curadoria e Montagem: Festivais, Mostras Temáticas e Restrospectivas' e 'Cinema, Quadrinho e Literatura: Singularidades e Intersecções' " Para mais informações, acesse http://www.cultura.ufma.br/37guarnicedecinema/

terça-feira, 1 de julho de 2014

SUPER-HERÓIS DAS HQBs- BRASÃO VERDE


Espero que curtam mais esta tira de Emerson Lino e o seu irreverente Brasão Verde. Se estiverem interessados em nos brindar com seus trabalhos, entrem em contato conosco, através do e-mail: lynx_2811@hotmail.com e enviem suas tiras.