segunda-feira, 29 de julho de 2013

PREVIEW: MUNDOS COLIDEM

O universo corre perigo, e nossos heróis precisam unir forças para deter esta ameaça!

MUNDOS COLIDEM é supercrossover idealizado por Yagami GIJO, Bruno e Sullivan Suád (NEXT/HOMEM-CAMALEÃO, 2010) que reúne alguns dos grandes super-heróis das HQBs, dentre os quais podemos destacar o Raio Negro, Vulto, Crânio, Homem-Camaleão, Brasão Verde, Ciclone, Capitão Ninja, Águia de Bronze, entre outros.
O confronto gira em torno de Érebo, Nix e Êquidna. Três fugitivos de uma prisão para seres superpoderosos em um futuro bem distante que se refugiam em nosso tempo para revigorar seus poderes e assim seguir com seus planos de dominação.
A presença dos três no passado causa muitos problemas para os heróis locais além de distúrbios no tempo-espaço e o universo começa a sofrer um colapso. Devido ao imenso poder dos adversários é necessário que os heróis unam forças para deter esta ameaça.
A missão é devolver os três a sua linha do tempo antes que o próprio tempo se encarregue disso, o que ocasionaria a extinção deste e de outras linhas temporais.
A missão parece simples a princípio, até que surge o Devorador do Tempo...
A trama é dividida em 10 capítulos e para quem está ansioso por este lançamento, não precisa esperar muito, pois em Agosto sai o primeiro capítulo da série. É ação do começo ao fim e muitas surpresas estão reservadas aos leitores quanto aos personagens envolvidos na saga!
Fique agora com algumas imagens da série.

Vulto e Deheon Thormy contra todo o poder da vilã Êquidna.

Icfife, Átomo, Brasão Verde, Senhor Infinito e Draco entram no combate contra Êquidna.

Oficinas Gratuitas de HQs em SP, à partir de agosto

 
FanZines nas Zonas de Sampa - Oficinas de histórias em quadrinhos com encontros semanais, duração de 3 meses e carga horária total de 48 horas.

As oficinas são gratuitas e trabalham as técnicas de criação e produção de quadrinhos, da elaboração do roteiro ao desenvolvimento do desenho e texto. Ao final, cada turma monta um fanzine com as produções dos participantes.

Criado em 2006, o programa já recebeu mais de mil participantes e foi reconhecido ano passado com o 24º troféu HQ Mix, na categoria Grande Contribuição. Os encontros são coordenados por quadrinistas, ilustradores e pesquisadores atuantes na área. No segundo semestre, o programa oferecerá três módulos: Básico, Avançado e Mangá. A partir de 10 anos.

Inscrições diretamente na Biblioteca.



Módulo Básico

Biblioteca Castro Alves
Com Bicudo Jr.
As 3as feiras, das 14h às 17h, a partir de 6 de agosto

Biblioteca Viriato Correa
Com Ian da Rocha As 4as feiras, das 14h às 17h, a partir de 7 de agosto

Biblioteca Sérgio Buarque de Holanda
Com Daniel e Will
As 5as feiras, das 14h às 17h, a partir de 1º de agosto

Biblioteca Raimundo de Menezes
Com Edson Pelicer
Aos sábados, das 9h às 12h, a partir de 3 de agosto

Biblioteca Nuto Sant’Anna
Com Fernando Santos
Aos sábados, das 13h às 16h, a partir de 3 de agosto



Módulo Avançado

Biblioteca Érico Veríssimo
Com Nobu, Will e Daniel
Aos sábados, das 10h30 às 13h30, a partir de 3 agosto

Biblioteca Paulo Setúbal

Com Nobu, Will e Daniel
Aos domingos, das 10h às 13h, a partir de  4 agosto

Biblioteca Rubens Borba
Com Rodrigo Silveira, Eloar Guazzelli e Mariana Lacerda
Aos sábados, das 10h às 13h, a partir de 3 de agosto



Módulo Mangá

Biblioteca Pedro Nava
Com Thiago Spyked
As 5as feiras, das 14h às 17h, a partir de 1º de agosto

Biblioteca Cora Coralina
Com Thiago Spyked
Aos sábados das 10h às 13h, a partir de 3 de agosto

Centro Cultural da Juventude - CCJ
Com Simonia
As 5as feiras, das 14h às 17h, a partir de 1 de agosto
   
Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes - CFCCT

Com Thiago Spyked
Aos sábados, das 15h às 18h, a partir de 3 de agosto



Mini Curso – 24 horas

Biblioteca José Mauro de Vasconcelos
Com Marcos Venceslau
As 4as feiras, das 14h às 17h, a partir de 7 de agosto

Biblioteca Adelpha Figueiredo

Com Marcos Venceslau
As 2as feiras, das 14h às 17h, a partir de 5 de agosto



sábado, 27 de julho de 2013

Cultura abre concurso para histórias em quadrinhos inéditas

Os 15 projetos escolhidos serão premiados com R$ 40 mil
Até o dia 13 de setembro, estão abertas as inscrições gratuitas para a seleção de histórias em quadrinhos nunca antes publicadas. A iniciativa da Secretaria da Cultura oferece recompensa em dinheiro para as melhores propostas apresentadas na forma impressa. 

- Siga o Governo do Estado de São Paulo no Twitter e no Facebook

Os 15 projetos vencedores serão premiados individualmente com R$ 40 mil. O objetivo da ação realiza por meio do ProAc (Programa de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de São Paulo) é promover a produção literária independente. 

Para mais informações sobre as inscrições acesse o edital do concurso.

SERVIÇOConcurso Criação e Publicação de História em QuadrinhosInscrições pessoalmente ou via Correio até 13 de setembro
Secretaria da Cultura (Rua Mauá, 51, Luz, São Paulo)
(Via Correio, Núcleo de Protocolo e Expedição, da Secretaria da Cultura, situada na Rua Mauá, 51, Bairro Luz, São Paulo - SP, CEP: 01028-900, tendo como remetente o proponente do projeto e como destinatário o "EDITAL PROAC Nº 19/2013 - CONCURSO DE APOIO A PROJETOS DE CRIAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS NO ESTADO DE SÃO PAULO")

DOWNLOAD: VISAGEM 7

Prévia
Ao cair da noite as ruas de São Luís se tornam palco de acontecimentos sobrenaturais e o vigilante marcarado conhecido como VISAGEM sai a caça de lendas e mistérios que povoam a cidade. É a terceira parte da saga ILUSÃO COLETIVA! Não ouse perder!

Download: http://www.mediafire.com/download/2p4j56umrdd4e9c/Visagem_n%C2%BA7.rar

terça-feira, 23 de julho de 2013

Novidades sobre Dragonball Z: A Batalha dos Deuses


E a batalha dos deuses começa! Para a alegria de muitos fãs, recentemente foi divulgado que o novo filme de Dragon Ball Z também será lançado nos cinemas Brasileiros pela distribuidora Diamonds Films.
O anuncio aconteceu no Facebook da divisão brasileira da empresa e pegou muitos fãs desacreditados de surpresa. Ainda não estamos acreditando que vamos ver Dragon Ball nos cinemas depois de tanto tempo, provavelmente não serão em muitas salas, a distribuidora é pequena e independente, mas ainda sim, trazer o filme para os cinemas do Brasil é uma iniciativa sensacional.
A data será divulgada em breve, vale lembrar que o longa-metragem fez uma enorme bilheteria no Japão.
Pra quem não sabe, o roteiro do próprio Akira Toriyama. Na história, Goku e seus amigos tem que lidar com um inimigo que pretende atacar o planeta terra alguns anos após a saga Boo. Bills é o Deus da Destruição que após um longo período de hibernação acorda e descobre que o terrível Freeza foi derrotado por um saiyajin. Com essa descoberta ele decide ir ao encontro desse adversário e desafia-lo, já que anos antes ele recebeu uma profecia onde dizia que um forte oponente apareceria.
Em sua página no Facebook a distribuidora Diamonds films Brasil divulgou o pôster oficial que será usado para promover o filme Dragon Ball Z: A Batalha dos Deuses.

Confira o trailer:


PREVIEW: ÁTOMO 9


E finalmente, o reencontro entre Átomo e Karen. Não perca! Este mês aqui no Novo Sistema!


terça-feira, 16 de julho de 2013

DOWNLOAD: HOMEM-CAVEIRA 15

A conclusão da aventura do ESPETACULAR HOMEM-CAVEIRA ao do rei do pop MICHAEL JACKSON. Imperdível!

Download: http://www.mediafire.com/download/r2yrrxymyc103c1/Homem-Caveira_15.rar


Espero que curtam a nossa singela homenagem ao rei do pop e deixem seus comentários. Eles são muito importantes! E aguardem, pois muitas outras aventuras do Homem-Caveira os esperam!

See you!

XD


Aqui uma foto nossa durante o lançamento da edição especial em homenagem ao Michael Jackson, na Feira do Livro de São Luís. Esquerda para a direita, os criadores: Wagner Elias, Riccelle Sullivan, Tony Machado, Rayanderson Oliveira. Na frente, Zeck e sua namorada, Maria.








Aqui, um estudo para a HQ em homenagem ao Michael Jackson.


Livro de tiras “Vida de Leiturista”



Kampos, escritor, desenhista, publicitário, blogueiro e criador das tirinhas em quadrinhos Vida de Leiturista acaba de lançar uma edição independente impressa da série para comemorar os 11 anos de existência.
O livro de 90 páginas, formato 23 x 10 contendo 80 tirinhas da série colorida, conta de forma divertida, o dia a dia do profissional Leiturista que vai de casa em casa para realizar a leitura do consumo de energia elétrica. Cachorros bravos, consumidores estranhos e mudanças climáticas repentinas são apenas alguns dos obstáculos que ele encontra pela frente.
“Como fui Leiturista por 7 anos, vivi situações inimagináveis na profissão, e vendo como eram tão surreais, decidi criar a tira desde então. A tirinha, além de entreter, também ajuda a tornar mais conhecida esta profissão que nem sempre recebe o devido crédito e também homenagear os Leituristas do Brasil todo e conscientizar os consumidores quanto às dificuldades que passamos”, afirma Kampos. 


 A tirinha já participou de informativos, jornal, foi destaque em revista sobre trabalhos terceirizados e já participou de 4 volumes da série “Tiras de Letra”, da Editora Virgo.
Se tratando de uma edição independente, o próprio autor é quem realiza as vendas por meio de depósito bancário e envio do exemplar por correios, protegido em plástico bolha, com autografo e dedicatória. Cada exemplar custa R$ 20,00 (já incluso o frete para qualquer cidade do Brasil).
Para solicitar um exemplar, os interessados devem entrar em contato diretamente com o autor pelo e-mail karlo_campos@yahoo.com.br. Conheça mais sobre as tirinhas e o livro no blog Vida de Leiturista, clicando aqui.

sábado, 13 de julho de 2013

Tiras!

Essas são do fundo do baú. Da época da Comicstation!... Vale a pena conferir!
Ilustradas pelo grande amigo Rayanderson Oliveira.





DOWNLOAD: ÁGUIA DE BRONZE - CAPÍTULO 19 - REVELAÇÕES

Toda saga tem seu fim. É o fim do volume I da saga ÀGUIA DE BRONZE e o início de uma nova fase na vida da heroína. Que surpresas estarão reservadas para a vida de KAYLA? Só lendo para conferir!














Download: http://www.mediafire.com/download/94q5xuhv61o5h4g/%C3%81guia_de_Bronze_-_Cap%C3%ADtulo_19_-_Revela%C3%A7%C3%B5es.rar

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mundos Colidem - Vídeo Promo 2

E aí, galera!
Apresento a vocês um novo vídeo da série Mundos Colidem! Dessa vez apresentando alguns dos personagens que farão parte da trama! 

A HQ promete e em Agosto vocês vão poder curtir na integra essa trabalho!
Aguardem novidades!

Video promo (2)



O que achou deste vídeo? Deixe o seu comentário!

Metrô de São Paulo expõe caricaturas do Salão de Humor de Piracicaba


Uma brecha para o riso na correria do cotidiano é o que as 69 mil pessoas que circulam diariamente pela Estação Clínicas do Metrô de São Paulo encontrarão, a partir desta quarta-feira (10), na exposição Caricaturas do Salão Internacional de Humor. A mostra traz 30 obras do acervo do CEDHU Piracicaba (Centro Nacional de Humor Gráfico), a maioria de brasileiros consagrados que tiveram seu talento reconhecido no tradicional evento das artes gráficas realizado no interior paulista, que chega aos 40 anos em 2013.
As caricaturas selecionadas retratam personalidades famosas do cenário nacional, como Maguila, Raul Cortez, Zé do Caixão, Gilberto Gil, Oscar Niemeyer, Tim Maia, Chico Buarque, Dercy Gonçalves e Dunga; e internacional, como papa Bento 16, Frida Kahlo, Mike Tyson, Louis Armstrong, Madre Teresa de Calcutá, Winston Churchill, Hugo Chávez e tantos outros.
Entre os brasileiros que assinam as obras está o grande vencedor do último Salão de Humor, Bruno Hamzagic de Carvalho, de Taboão da Serra (SP). E há também o mexicano Carlos David Fuentes Hierrezuelo, o iraniano Saeed Sadeghi e o colombiano Sílvio Vela Correa.
A mostra permanece na Estação Clínicas até o dia 31 de julho e reabre de 10 a 31 de agosto na Estação Corinthians-Itaquera (Linha 3 – Vermelha) e de 10 a 31 de setembro na Estação Luz (Linha 1 – Azul).
Essa é a segunda vez que obras do Salão são expostas no Metrô. Em 2011, uma seleção de cartuns e caricaturas foi apresentada aos passageiros. “Parcerias que resultem em exposições do acervo do Salão em locais de grande visibilidade têm sido uma meta nos últimos anos e as estações do Metrô se enquadram perfeitamente nesse contexto. O público vai se encantar com o apelo visual das caricaturas e com a organização dispensada pelo Metrô na apresentação das obras”, afirma o cartunista Eduardo Grosso, diretor do CEDHU Piracicaba.

A secretária municipal da Ação Cultural, Rosângela Camolese, considera a parceria significativa para o Salão de Piracicaba, que recebe todos os anos turistas paulistanos para conferir as charges, caricaturas, cartuns e histórias em quadrinhos expostos no Engenho Central, um dos mais importantes cartões postais da cidade. “Considerando o grande número de pessoas que circularão pela mostra, temos certeza que o Salão ganhará em visibilidade, fundamental no contexto atual, que marca os 40 anos do evento”.
A mostra é uma realização da Prefeitura de Piracicaba, por meio da Secretaria Municipal da Ação Cultural em parceira com a Companhia do Metropolitano de São Paulo, por meio do CEDHU Piracicaba, responsável pelo Salão de Humor.

QUATRO DÉCADAS – O Salão Internacional de Humor de Piracicaba, um dos mais tradicionais do mundo, abre sua mostra oficial no dia 24 de agosto, no Engenho Central, com visitas até 20 de outubro. Além da mostra principal, o CEDHU Piracicaba realiza o Salãozinho de Humor, revelando talentos entre 7 e 14 anos.
Este ano os artistas são incentivados a produzir caricaturas, charges, cartuns e histórias em quadrinhos com os temas Futebol e Saúde, que concorrem, respectivamente, ao Prêmio Temático e ao Prêmio Unimed-Saúde. Ao todo são R$ 46 mil em prêmios aos primeiros colocados.

As inscrições para envio de trabalhos no Salão de Humor estão abertas até 19 de julho e para o Salãozinho o prazo vai até 12 de agosto. O jornalista e publicitário Carlos Colonnese, um dos fundadores do evento, é o presidente desta edição.
Movimento de contestação e resistência à ditadura militar, o Salão de Humor surgiu em 1974. Iniciativa corajosa de um grupo de piracicabanos, recebeu apoio de grandes nomes do humor nacional, como Millôr Fernandes, Jaguar, Fortuna, Henfil, Ziraldo, Zélio e Paulo Francis, à época responsáveis pelo irreverente jornal “O Pasquim”. Desde a sua criação, serviu de vitrine para grandes profissionais do cartunismo e humor brasileiros, como Laerte Coutinho, Glauco Villas Boas, Angeli, Alcy Linares, os irmãos Paulo e Chico Caruso e tantos outros.

SERVIÇO – Exposição Caricaturas do Salão Internacional de Humor, de 10 a 31 de julho, na Estação Clínicas do Metrô (Linha 2 – Verde). Entrada gratuita. Mais informações: (19) 3403-2615 ouwww.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br.

Assessoria de imprensa do 40º Salão Internacional de Humor de Piracicaba
Press office of the 40th International Humor Exhibition of Piracicaba

Rodrigo Alves | rasilvad@gmail.com | (19) 9147-5733
Marcela Delphino | marcela.delphino@gmail.com | (19) 9645-0009
Rafael Bitencourt | rbitencourt@piracicaba.sp.gov.br | (19) 3403-2609

terça-feira, 9 de julho de 2013


Elementos do fanzine


O fanzine muitas vezes se caracteriza pela informalidade, pelo modo espontâneo e pessoal com o qual se expressa o editor. Dessa maneira, a primeira ideia que se tem ao se folhear um fanzine é que, por sua simplicidade, qual­quer pessoa pode fazer o seu, bastando para isso ter interesse, ser fanático por alguma arte ou hobby ou ter guardada uma coleção de gibis. Na verdade, é isso mesmo: o processo de produção de um fanzine depende só da boa vontade de seu editor. Mas, se aparentemente é muito fácil fazer um fanzine, a produção de um fanzine mais elaborado exige muita dedicação e uma razoável compreensão do processo editorial, que envolve várias etapas, desde a coleta do material até a divulgação e distribuição.
Por realizar um trabalho tão personalizado, o editor de fanzine acaba por dominar todas as etapas de produção: juntar seus artigos e os de colaboradores, digitar os textos, digitalizar as ilustrações ou reproduzi-las em fotocopiadora, diagramar, paginar, imprimir, intercalar as folhas, grampear, divulgar e distribuir. Quando o fanzine resulta de um trabalho de grupo, de modo geral não há divisão rígida de tarefas, como nas publicações comerciais. No grupo, é comum que todos dominem as várias fases da produção. E aqui não falamos dos pequenos folhetos, que acabam sendo a maior parte dessas publicações, mas dos fanzines que se assemelham, no aspecto gráfico e editorial, às revistas especializadas profissionais.
Apesar de serem publicações amadoras e de alcance restrito, algumas referências são muito importantes para identificar o fanzine, como o nome dos responsáveis, o número, a data, o endereço, a lista dos colaboradores. Pode-se acrescentar ainda o tipo de impressão e o número de exemplares. Esses dados são essenciais quando se têm os fanzines como fonte de pesquisa e documentação. Como lembra Fernando Vieira, seus responsáveis tenham consciência ou não, cada fanzine que sai é um documento e, como tal, convém personalizar suas características[1].
Escolha do tema
O primeiro passo para se fazer um fanzine é escolher o assunto que se quer abordar: música, quadrinhos, cinema, ficção científica etc. Dentro do tema escolhido, convém definir o enfoque a ser trabalhado. Para os quadrinhos, pode-se trabalhar com autores brasileiros, super-herói, humor, série, personagem ou vários ao mesmo tempo. Como a edição não tem fins lucrativos, cujo objetivo é a troca de informações e a ampliação do universo de estudo, é importante escolher um gênero pelo qual se tenha verdadeiro interesse, de modo que não seja um sacrifício o tempo e o dinheiro empregados em sua elaboração.
É importante que se tenha domínio sobre o assunto escolhido e acesso a informação. Se o gênero que se vai trabalhar é nostalgia dos quadrinhos, uma boa coleção de revistas antigas torna-se imprescindível, bem como o conheci­mento sobre as publicações que circularam em décadas passa­das. Em geral, os que buscam esse gênero são aqueles que viveram o período em estudo, dando aos fanzines o tom emocional que os tem caracterizado. É comum para os jovens editores trabalhar com os quadrinhos da atualidade, publicando a obra de novos artistas e fazendo a análise das publicações do mercado.

O público

O editor de fanzine estabelece a relação com seu público principalmente por intermédio da seção de cartas, mas também por meio da troca e venda de publicações. Boa parte do público é formada por editores de outros fanzines. Muitos trocam fanzines entre si, numa espécie de camaradagem própria ao meio. No entanto, esta prática tem se tornado cada vez mais rara devido à disparidade e irregularidade das publicações.
É comum que o leitor passe a ser também colaborador do fanzine, enviando material para ser publicado, como artigos, quadrinhos, poesias, contos, ilustrações. As co­laborações são gratuitas, visto que os fanzines não têm fins lucrativos e são um espaço para a divulgação de novos autores. Para o público, é importante saber que pode intervir no fanzine e é essa participação que dá muitas vezes vida à publicação. Dessa forma, é importante estimular os leitores solicitando o envio de cartas e todo tipo de colaboração.
A opinião do público será sempre um fator essencial na produção do fanzine. É muito gratificante saber que o fanzine está sendo apreciado pelos leitores. Para Edgard Guimarães, “esses leitores é que mantêm o ânimo dos editores para continuarem suas revistas. São uma parcela mínima da população, que valorizam os quadrinhos, especialmente os nacionais, e que, normalmente, são generosos nas apreciações que fazem de nosso trabalho”[2]. A seção de cartas dos fanzines é também o espaço de comunicação entre os leitores, onde as divergências de opinião podem, por vezes, gerar polêmicas estimulantes.
Formato
A maior parte dos fanzines tem seu formato condicionado ao pro­cesso de impressão. Como é comum o uso de fotocópias, os fanzines podem apresentar o formato ofício (21,6cm x 33cm), ou o meio-ofício (16,5cm x 21,6cm), com a folha dobrada ao meio; ou ainda o formato A4 (21×29,7cm) ou o formato A5 (14,8x21cm), com a folha dobrada ao meio. Em geral, eles são impressos no sentido vertical do papel, porém o prestigiado fanzineHistorieta destacou-se também pela utilização do sentido horizontal. Alguns fanzines não apresentam formato fixo, variando a cada edição, cujo exemplo mais marcante foi O Pica-Pau.
A discussão sobre o formato atingiu, em particular, as editoras comerciais, que produziam a maior parte de suas publicações no questionado formatinho (13,5x19cm). A redução do formato original estadunidense para o formatinho trouxe muito prejuízo para a leitura visual dos quadrinhos contemporâneos, ricos em cores e de­talhes. Mas, para os fanzines, há quem defenda o formato meio-ofício por facilitar a intercalação, pelo alinhamento que o grampo, colocado no meio da folha, dá à publicação e pela facilidade de guardá-los. A principal razão alegada, no entanto, é a econômica.
Cesar Ricardo, do fanzine Hiperespaço, dá a receita: “produz-se as matrizes no tamanho ofício, faz-se a redução das páginas inteiras, monta-se duas a duas de acordo com a paginação e xeroca-se normal­mente; o custo de pré-produção sobe, mas o da cópia cai à metade. Se a tiragem for alta, vale a pena e não se perde texto. Se for baixa, fica o mesmo preço”[3].
Volume
O número de páginas do fanzine depende do tema escolhido, da quantidade de material disponível, do tempo livre do editor e do custo de produção. Há temas que rendem mais informações, como o voltado para a produção comercial de super-herói. Para este, o próprio mercado é uma fonte perene e inesgotável de informações, fornecendo desde relatos dos bastidores das criações até as especulações sobre o destino de determinados personagens ou grupos de heróis. A adaptação dos quadrinhos ao cinema também pode gerar muitas laudas de discussão. Para os temas que não oferecem um fluxo grande de informações, a saída para se ter um fanzine mais volumoso é aumentar o período de produção, estabelecendo uma periodicidade mais longa.
Alguns editores procuram fixar um número de páginas do fanzine, mas quase sempre aumentam ou reduzem a cota estipulada. Há casos em que são publica­dos verdadeiros álbuns, com dezenas de páginas, enquanto outros não passam de uma ou duas folhas. A maioria não alcança duas dúzias de páginas. Como tudo o mais nos fanzines, não há regra para o volume, depende de cada editor e de cada edição.
Periodicidade
Para qualquer publicação, a periodicidade é um elemento importante para garantir a fidelidade do público, seja profissional ou amadora, todavia, no que se refere aos fanzines, raramente ela é mantida. Com exceção dos fanzines de nostalgia, cuja regularidade é admirável, quase todos atrasam meses, ou anos, dando a impressão de que deixaram de existir.
Esse descompromisso com a periodicidade prejudica a continuidade editorial do fanzine. Cada nova edição acaba sendo um recomeço, em vez de seu desenvolvimento. Os que saem de forma periódica costumam faze-lo de três a quatro vezes ao ano, espaço de tempo suficiente para a elaboração de uma nova edição. Mas, como se trata de um empreendimento amador, onde não se há que seguir as regras do mercado, há certa complacência do público com instabilidade temporal do fanzine, que é compensada pela espontaneidade com que ele é feito.
Tiragem
A tiragem do fanzine pode variar de poucas dezenas de exemplares a centenas, de acordo com o número de leitores. O mais comum é que se tire 50 a 100 exemplares, mas alguns fanzines alcançaram tiragens bem maiores: Historieta, de Oscar Kern, chegou a sair com 2 mil exemplares; Notícias dos Quadrinhos, de Eduardo Ofeliano, começou com 3 mil exemplares e caiu para mil; a tiragem de Quadrix, de Worney de Souza, aumentou progressivamente – começou com duzentos e chegou a 450 exemplares[4].

Valdir Dâmaso, editor de Jornal da Gibizada, afirma que um fanzine pode ter apenas um exemplar, simplesmente para o deleite de seu criador e pela satisfação de mostrá-lo aos amigos[5]. Para o colecionador Fábio Santoro, o editor de uma publicação independente pode ou não aspirar alto: “Fazer a sua mensagem chegar às mãos dos poucos interessados por mero idealismo, necessidade de dar sua parcela de contribuição ou vaidade pura; outros desejam crescer, batalhar pela tiragem cada vez maior junto ao público, obter uma crescente penetração, rumo à popularidade”[6]. Dessa forma, a tiragem do fanzine também vai depender da intenção do editor com relação a seu produto.

Referências

Clubedelho, n° 18. Portimão, Portugal: abril de 1990.
DÂMASO, Valdir. Entrevista a Marco Muller. In Mutação, n° 8. São José do Norte, RS: janeiro de 1988.
GUIMARÃES, Edgard. In Psiu, n° 2. Brasópolis (MG): agosto de 1985.
MAGALHÃES, Henrique. O rebuliço apaixonante dos fanzines. Série Quiosque, 27, 2a. ed. João Pessoa: Marca de Fantasia, 2011.
SANTORO, Fábio. Panorama atual das publicações brasileiras independentes. In Jornal da Gibizada, n° 14. Maceió:, novembro/dezembro de 1986.
SILVA, Cesar Ricardo Tomaz da. In Opinião, n° 5. Porto Alegre: junho/julho de 1988.
SOUZA, Worney Almeida de. Os bastidores dos fanzines. Entre­vista concedida a Henrique MAGALHÃES. In Marca de Fantasia, n° 3. São Paulo/Paraíba: dezembro de 1985, p. 11-18.
[1]. In Clubedelho n° 18. Portimão, Portugal: abril de 1990, p. 7.
[2]. Edgard GUIMARÃES. In Psiu, n° 2. Brasópolis, MG: agosto de 1985, p. 57.
[3]. Cesar Ricardo Tomaz da SILVA. In Opinião, n° 5. Porto Alegre: junho/julho de 1988, p. 11.
[4]. Worney Almeida de SOUZA. Os bastidores dos fanzines. Entre­vista concedida a Henrique MAGALHÃES. In Marca de Fantasia, n° 3. São Paulo/Paraíba: dezembro de 1985, p. 11-18.
[5]. Valdir DÂMASO. Entrevista a Marco Muller. In Mutação, n° 8. São José do Norte, RS: janeiro de 1988, p. 42 e 43.
[6]. Fábio SANTORO. Panorama atual das publicações brasileiras independentes. InJornal da Gibizada, n° 14. Maceió:, novembro/dezembro de 1986, p. 3-7.

domingo, 7 de julho de 2013

Lançamento do coletânea "AQC 100 Vezes" na COMIX




“100 Vezes AQC”, Um Panorama Abrangente da Arte Quadrinhizada.  

Saiu o livro “100 Vezes AQC”, que reúne 100 histórias em quadrinhos de uma página cada de oito roteiristas e 100 desenhistas. Realizado pela Associação de Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo (AQC-ESP) e pela editora Laços, a publicação apresenta um panorama abrangente da arte quadrinhizada. Com temas, motivações, inspirações, influências e traços diferentes, “100 Vezes AQC” é uma seleção inédita que abarca autores consagrados, profissionais habilidosos e jovens promessas. Agregando doses certas de humor, aventura, ficção, terror, fantasia, drama, poesia, experimentalismo, imaginação e muito talento.

 Os 108 artistas são os seguintes: Al Ferreira, Aldo Maes dos Anjos, Aleph, Amaro Braga, Anita Costa Prado, Antônio Cedraz, Antônio Eder, Arthur Filho, Aurélio Gomes, Batata, Bernardo Aurélio, Bira Dantas, Cadu Simões, Carlos Brandino, Cival Einstein, Cleuber Cristiano, Daniel Barraco, Daniel Linhares, Dario, Décio Ramírez, Denis Mello, Dennis Rodrigo Oliveira, Diamantino da Silva, Diogo Dornelles, Diogo Salles, Edenilson Fabricio da Silva, Eder Santos, Edgard Guimarães, Edmundo Rodrigues, Edu Mendes, Elton Carlos Ribeiro de Almeida, Elton Takumi Kawamorita, Ernani Rodrigues Cousandier, Everton Soares Cosme, Fabiana Menassi, Fábio Guimarães, Fábio Q, Fernando dos Santos, Fernando Gonsales, Floreal de Andrade, Francisco APS, Francisco Vilachã, Franco de Rosa, Gazy Andraus, Gilberto Maringoni, Gilmar, Gilton Ferreira, Henrique Magalhães, Ideraldo, James Becerra Becerra, Jean Okada, Jefferson Ferreira dos Santos, Jô Fevereiro, Joás Dias de Lima, Johan Lagger, Josival da Fonseca Silva, Juliano, Juliano Custódio, Juliano Oliveira, Júlio Magalhães, Júlio Shimamoto, Julius Ckvalheiyro, Júnior Alves Dutrelo, Leonardo Santana, Lexy Soares, Luciano Giovani, Luigi Rocco, Mancini Júnior, Marcatti, Marcelo Saravá, Márcio Baraldi, Marcos Venceslau, Mário Cau, Matheus Moura, Mickken Gonçalves, Moacir Torres, Morgani, Nickel, Novaes, Paulo Alves, Perkins Moreira, Primaggio, Rafael Grasel, Renato Hack, Ricardo Manhães, Rice Araújo, Roberto Hollanda, Rodrigo Costa, Rogério Brandão, Rogério Faria, Ronaldo Mendes, Salvador Messina, Savio, Sergio Morettini, Tako X, Tereza Zuba, Thiago Leal, Thina Curtis, Valdeci Carvalho, Vania Machado, Vaqs, Vinicius Rodrigues, Walkir Fernandes, Wanderley Felipe, Wellington Santos, Will, William MR eXalberto.

 “AQC 100 Vezes” é um espaço conquistado para todos. Uma edição que agrega estilos, traços, motivações, roteiros, experiências de vida, expectativas e capacidades diferentes. Um castelo que foi construído, tijolo a tijolo, todos de formatos, cores e densidades dispares. Cada trabalho trás uma novidade, uma surpresa e a constatação de que a arte quadrinhizada cresce na adversidade. Com nosso minguado mercado de trabalho, os artistas se esforçam em encontrar seu espaço com mais dedicação, mais imaginação e uma imensa qualidade.

Para compartilhar essa experiência convidamos todos os interessados para o lançamento do livro “AQC 100 Vezes”, no próximo sábado, 13 de julho de 2013, a partir das 14h, na Comix Book Shop, na Alameda Jaú, 1998, próximo do metrô Paulista, telefone: 3088-9116. Com a presença de muitos dos 108 autores para uma tarde de autógrafos.

Serviço: “AQC 100 Vezes” (Editora Laços e AQC-ESP, tamanho: 14 x 21 cm, p&b, 140 pgs., lombada quadrada, R$ 35,00)

Mundos Colidem - Vídeo Promo 1

Olá, cambada!
Segue o ótimo vídeo de chamada da série MUNDOS COLIDEM, que está sendo produzida pelo grupo Novo Sistema (2013), saga esta que envolverá vários super-heróis Brasileiros!
Traremos mais novidades para vocês em breve!!!

Video promo.


sábado, 6 de julho de 2013

NOVO SISTEMA: CARD GAME

Dando continuidade a nossa coleção de cards, apresento a vocês os primeiros cards mágicos... São acessórios que quando equipados aos personagens aumentam seu poder de ataque.


No próximo mês voltamos com mais cards!

SUPER-HERÓIS DAS HQBs- BRASÃO VERDE

As Primeiras Tiras do Brasão Verde

Mais um super combo do Brasão Verde pra você!






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